A chegada de brasileiros deportados dos Estados Unidos nesta sexta-feira (24) gerou preocupação no governo Lula, após relatos de que os deportados chegaram ao Brasil algemados e acorrentados, além de denunciarem maus-tratos durante o voo. Embora o episódio tenha chamado atenção, o uso de algemas em deportados é uma prática recorrente em casos desse tipo.
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Desde o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), o Brasil, por meio de sua diplomacia, tentou negociar com os Estados Unidos para dispensar o uso de algemas, especialmente em casos envolvendo famílias com crianças. Apesar das tentativas, um acordo formal nunca foi firmado.
A prática de manter deportados algemados durante o transporte é uma política padrão dos EUA e permanece em vigor até o momento em que os deportados desembarcam em seus países de origem. Mesmo sob a administração de Joe Biden, cidadãos brasileiros chegaram ao país nessa condição. Em 2022, quando Biden estava em seu segundo ano de mandato, brasileiros deportados desembarcaram algemados, provocando um impasse diplomático com a gestão de Jair Bolsonaro.
O Itamaraty, ao longo dos últimos anos, tem feito reiterados apelos para que o uso de algemas seja revisto e o tratamento aos deportados seja humanizado. Contudo, os pedidos não têm surtido efeito, mantendo a prática inalterada.
A deportação em massa de imigrantes ilegais foi uma das principais promessas de campanha de Trump. O voo de deportação para o Brasil com 158 pessoas, sendo 88 brasileiros, é parte de um processo que vinha correndo antes da posse do republicano, durante a administração de Joe Biden