
Um ataque a tiros ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, deixou ao menos 12 pessoas mortas na noite deste domingo (14), durante um evento religioso que reunia cerca de mil participantes. O caso aconteceu enquanto era realizada uma celebração judaica do Hanukkah, transformando um local turístico em cenário de violência extrema.
Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, entre os mortos está um dos atiradores. O segundo autor dos disparos foi baleado e permanece hospitalizado em condição crítica. As autoridades ainda apuram se uma terceira pessoa participou da ação criminosa, considerada inicialmente um “incidente terrorista”.
Em entrevista à imprensa, o comissionário da Polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, confirmou que 29 pessoas feridas foram encaminhadas para hospitais da região. Além disso, equipes de segurança localizaram um carro com explosivos na Campbell Parade, via próxima ao local do ataque, o que ampliou o alerta das forças de segurança.
De acordo com a imprensa australiana, pessoas que estavam na praia, mas não participavam da cerimônia religiosa, relataram ter ouvido pelo menos 50 disparos por volta das 18h30 no horário local, o equivalente a 4h30 em Brasília. O pânico se espalhou rapidamente, levando à evacuação da área.
As autoridades seguem investigando a motivação do ataque e a possível ligação com o evento religioso. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o tipo de explosivos encontrados nem se eles chegaram a ser acionados.
Por meio das redes sociais, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que “as cenas na praia de Bondi são chocantes e angustiantes” e declarou que está trabalhando em conjunto com as autoridades de Nova Gales do Sul para acompanhar as investigações e prestar apoio às vítimas.
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