
O governo do Irã anunciou que não pretende participar da próxima Copa do Mundo 2026. A declaração foi feita pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Doyanmali, como forma de protesto contra a ofensiva dos Estados Unidos.
Segundo o ministro, o país não deve disputar a competição sediada, de acordo com ele, por um governo que considera responsável pela morte do líder iraniano Ali Khamenei. A declaração foi dada à televisão estatal iraniana nesta quarta-feira (11).
A reação ocorreu após manifestação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, nas redes sociais. Na madrugada desta quarta-feira, ele afirmou que se reuniu na terça-feira (10) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reiterou que a seleção iraniana seria bem-vinda para disputar o torneio.
Antes disso, no domingo (8), o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, já havia afirmado à imprensa local que não via sentido em enviar jogadores para um país que, segundo ele, está em guerra com o Irã.
A seleção iraniana está no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos da equipe estão previstos para acontecer nos Estados Unidos, sendo dois em Los Angeles e um em Seattle.
O regulamento da Copa do Mundo, publicado pela Fifa em 2025, prevê multa de R$ 1,6 milhão para seleções que desistirem até 30 dias antes do início da competição. O documento também estabelece que, em caso de desistência ou exclusão de uma seleção, caberá à entidade decidir as medidas necessárias.
Caso o Irã realmente fique fora da competição, a vaga poderá ser disputada por meio da repescagem internacional prevista para o fim de março. Das 48 vagas da Copa, seis ainda serão preenchidas, sendo quatro na Europa e duas na repescagem intercontinental.
Até o momento, a Fifa não se manifestou oficialmente sobre a possível desistência da seleção iraniana.



