
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (14) que Washington e Teerã chegaram a um acordo de paz para encerrar os confrontos iniciados há mais de três meses no Oriente Médio. Segundo o republicano, o entendimento prevê o fim “imediato e permanente” das operações militares em diferentes frentes, incluindo o Líbano.
A informação foi divulgada por Trump em sua rede social, Truth Social, e posteriormente confirmada por autoridades iranianas e pelo governo do Paquistão, país que atuou como mediador das negociações. A assinatura oficial do acordo está prevista para ocorrer em 19 de junho, em Genebra, na Suíça.
“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump. Em outra publicação, o presidente norte-americano anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo, além do fim do bloqueio naval dos Estados Unidos na região.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou à televisão estatal iraniana que o acordo representa o “fim imediato da guerra” e declarou que o país considera ter saído fortalecido do conflito.
Apesar do anúncio, os termos completos do acordo ainda não foram divulgados. Segundo informações divulgadas por agências internacionais, o entendimento prevê inicialmente um cessar-fogo e a abertura de negociações sobre o programa nuclear iraniano e possíveis sanções econômicas.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, comemorou o entendimento e agradeceu aos governos envolvidos na mediação, além de citar a participação de Catar, Arábia Saudita e Turquia no processo diplomático.
O acordo foi anunciado em meio a novas tensões no Oriente Médio. Horas antes, ataques israelenses em Beirute haviam gerado temor de que as negociações fracassassem. Trump chegou a criticar as ações militares e afirmou que elas poderiam comprometer os avanços diplomáticos.
A guerra teve início no fim de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. Desde então, o conflito provocou impactos na segurança regional e no mercado internacional de energia, especialmente devido às restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.




