Enterrado pai de atleta paralímpica que morreu após ver filha conquistar vaga na final de Mundial

 

Enterrado pai de atleta paralímpica que morreu após ver filha conquistar vaga na final de Mundial

Foto: Roberto Castro/rededoesporte.gov.br

O pai da mesatenista Cátia Oliveira, que morreu no sábado (20) após ver a filha conquistar a inédita medalha de prata no Mundial Paralímpico de tênis de mesa, em Celje, na Eslovênia, foi enterrado neste domingo (21), em Cerqueira César (SP).

De acordo com a Funerária Central da cidade, Flávio Alves, de 47 anos, foi velado no Velório Municipal no sábado à noite e enterrado às 10h do domingo no Cemitério Municipal.

À TV TEM, a atleta afirmou que não conseguiu chegar a tempo para acompanhar o enterro do pai e chega em Cerqueira César nesta segunda-feira (22) para ficar com a família.

Na noite de sexta (19), Cátia Oliveira eliminou a italiana Giada Rossi na semifinal do Mundial e avançou à decisão.

Flávio Alves, ao saber da classificação da filha, se sentiu mal e precisou ser internado na Santa Casa de Cerqueira César.

Contudo, no sábado não resistiu. De acordo com Cátia, o pai já tinha problema cardíaco

Na final, na Classe 2 paralímpica para cadeirantes com mobilidade restrita, a brasileira foi superada pela sul-coreana Su Yeon Seo, número 1 do ranking e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

O Ministério do Esporte emitiu uma nota de pesar lamentando o falecimento do pai da atleta.

“À Catia, que está na Eslovênia, aos demais familiares e amigos de Flávio e aos amantes do esporte paralímpico, meus profundos sentimentos – disse a nota assinada pelo Ministro do Esporte, Leandro Cruz.”

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa também emitiu uma nota oficial lamentando a morte e dando força para Cátia.

“É com muita tristeza que recebemos essa notícia, num dia de tamanha alegria para o nosso esporte, que conquistou uma inédita medalha de prata no Mundial. A família é a coisa que mais prezamos no tênis de mesa. Tomara que Cátia, que é uma atleta que já superou um grave acidente quando era adolescente, tenha forças para superar essa perda. No que depender da CBTM, daremos todo o apoio – disse o presidente da entidade, Alaor Azevedo.”

Fonte G1