
O naufrágio que deixou 19 mortos na Baía de Todos-os-Santos foi provocado por uma série de negligências e imprudências. Essa é a conclusão do inquérito da Marinha, na Bahia, que apurou as causas e responsabilidades do acidente que ocorreu dia 24 de agosto de 2017.
Segundo a Marinha, no dia 20 de abril de 2017 – quatro meses antes da tragédia -, foi feita uma vistoria na embarcação. No entanto, após a vistoria, a lancha passou por mudanças, consideradas irregulares, que acabaram com a inserção dos lastros. A Marinha ressalta que deveria ter sido feito pedido de estudo de estabilização após inserção dos pesos. Para a empresária Lenise Ferreira, as lanchas também deveriam passar pela inspeção minuciosa e se caso fizer alguma alteração após a vistoria, não deveria ser liberada para transportar vidas. “No caso do sistema ferry boat, sempre que uma embarcação passa por manutenção, só volta a navegar com autorização da capitania dos portos após vistoria. Neste caso, se houvesse fiscalização da AGERBA no local, facilmente detectaria a ausência da lancha para a realização dos serviços indicados no laudo apresentado ontem”, disse. Confira na íntegra a reivindicação da empresária:
No sistema ferry boat, uma empresa classificadora, ex.: CONSULNAV, analisa tecnicamente e DETALHADAMENTE as condições gerais das embarcações incluindo motores.
Estes relatórios geralmente minuciosos são acompanhados de fotos e parecer técnico apontando falhas e riscos. Tais relatórios são fornecidos à AGERBA para que esta adote as providências cabíveis junto à concessionária. Infelizmente, é nesta hora que acontecem os acordos escusos, as omissões e descasos com o patrimônio público e com vidas humanas.
Obviamente as lanchas que transportam tantas vidas diariamente deveriam passar pelas mesmas inspeções. Neste caso, o que diz a AGERBA e a CAPITANIA?
As alterações estruturais das embarcações não poderiam ocorrer sem estas avaliações técnicas.
EM CASO CONTRÁRIO, ISTO SIGNIFICA QUE PODERÍAMOS COLOCAR BARQUINHOS DE PAPEL PARA NAVEGAR ???
Qual a situação atual das demais embarcações?
Qual o papel da Capitania e da AGERBA finalmente?




