
A empresa chinesa Cuifeng Lin, responsável pelo confinamento de jumentos para o abate em Itapetinga, no Sudoeste baiano, foi multada em R$ 30.016,00 pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Itapetinga.
As multas são pela falta de autorizações para o confinamento na fazenda Barra da Nega (que pertence a um fazendeiro local e teve 5 hectares arrendados pela empresa para colocar os jumentos), pelo transporte irregular dos animais e crime ambiental.
A Adab e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente determinaram ainda a interdição do local para que não possa mais confinar os jumentos para abate. Os que restam (cerca de 300 bichos), devem ser abatidos até o final de semana.
Os jumentos vinham sendo confinados no local há quase dois meses. Muitos deles foram vítimas de maus-tratos e chegaram a morrer de fome e sede, conforme constatou a Polícia Civil, em apuração realizada na fazenda sexta-feira passada.
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À esquerda, animais debilitados em curral; ao lado, um dos mortos perto de riacho (Foto: ONG SOS Animais/Divulgação) |
O caso gerou comoção na Bahia e no Brasil, sobretudo por parte dos defensores dos direitos dos animais, que defendem que eles sejam soltos em locais onde possam viver de forma livre e se reproduzir. O Ministério Público Estadual (MP-BA) também investiga o caso.
As autoridades foram até o local do confinamento, inclusive, depois de a ONG SOS Animais de Rua, que atua em Itapetinga, divulgar vídeo (veja abaixo) e fotos de jumentos mortos ou debilitados na fazenda Barra da Nega, sem água e nem comida.
Atenção:AS IMAGENS SÃO FORTES
O coordenador da Adab em Itapetinga, Cláudio Dourado, informou que mais multas serão aplicadas à empresa.
“Estamos ainda em operação com relação a essa empresa. Nosso trabalho continua e teremos mais multas”, adiantou ele.
Dourado informou que a maioria dos jumentos estava sem a guia de trânsito (GTA), documento necessário para realizar o transporte de animais. A guia especifica a origem e o destino dos animais, se entre propriedades ou da propriedade para o frigorífico, e comprova que estão com exames de sanidade animal em dia.
“No caso desse local de confinamento, não havia registro na Adab para este fim, o que torna o local irregular, por isso a interdição”, disse Dourado, informando em seguida que desde segunda regularizou a situação de 750 animais para que fossem abatidos.
*Correio





