Vídeo mostra pancadaria na câmara durante sessão que julgaria cassação de vereadores no oeste da Bahia

A pancadaria entre políticos está dando o que falar. Na noite desta quarta-feira (19), dois deputados se agrediram durante a diplomação em Minas Gerais e agora foi a vez dos vereadores no município de Corretina, oeste da Bahia. Imagens de um vídeo mostram o momento da briga entre os vereadores envolvidos na operação ‘Último Tango’, na manhã desta quinta-feira (20), durante a sessão onde decidiria pela cassação dos vereadores presos em outubro de 2017, Adenilson Pereira de Souza (PTN), Jean da Guarda (PP), Nelson da Conceição Santos (PRB), Miltão (PCdoB), Juvenil Aragão de Souza (PCdoB) e Wesley Campos Aguiar (PV) conhecido como Maradona. A briga começa com um homem de camisa branca e outro de camisa preta, ambos não identificados. Diversas pessoas tentam separar, mas eles continuam a luta corporal. Vários objetos foram utilizados durante a briga, incluindo bandeira. A polícia teve que intervir e a sessão foi suspensa por tempo indeterminado. Segundo o advogado da Câmara, Wagner Rocha, a briga teve início quando um dos vereadores indiciados começou a gritar e agredir os outros colegas. De acordo com o G1, no total a Câmara tem 13 vereadores, apenas Maradona está afastado das atividades, os demais foram afastados da comissão processante e da votação.

A operação ‘Último Tango’, prendeu cinco vereadores do referido município no dia 26 de outubro, sendo Juvenil Araújo Souza, Jean Carlos Pereira Santos, Milton Rodrigues Souza, Nelson da Conceição Santos e o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Campos Aguiar. Conforme o G1, no dia 30 de outubro, os vereadores Adenilson Pereira de Souza, Juvenil e Nelson foram soltos depois que a prisão temporária venceu. No dia seguinte, Jean e Milton também foram liberados. Já o presidente da câmara, Wesley Campos foi solto no dia 15 de novembro e no dia 28 de agosto deste ano voltou a ser preso depois que desapareceu após novo mandado de prisão. Todos eles são suspeitos de desviar verbas públicas mediante pagamento e gratificações indevidas a servidores e realizar exigências ilícitas ao prefeito, além de entrega de propina no valor de R$ 50 mil para alguns vereadores em troca de aprovação de projetos de lei.

Entre as denúncias ao Ministério Público da Bahia está o atraso das obras da nova Câmara de Vereadores. O gasto previsto para a construção era de R$ 4,4 milhões e já foram gastos mais de R$ 3,5 milhões.

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