Secretário de Meio Ambiente critica demora da União na investigação de manchas de óleo

Foto: Matheus Simoni / Metropress

 

Secretário de Meio Ambiente da Bahia, João Carlos Oliveira afirmou à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (14), que houve demora do governo federal em agir para conter manchas de óleo custa caro ao Nordeste.

“Mais de um mês depois não temos o fato concreto de qual navio fez isso. Me parece que houve uma demora na apuração desse desastre ecológico. Estamos fazendo um apelo. Quem mais tem expertise em mar é a Mainha. Estamos fazendo um apelo à Marinha, e a Petrobras que domina o transporte de óleo”, avaliou durante o Jornal da Cidade.

Ele explicou ainda que uma das principais preocupações é que as manchas de óleo não atinjam os estuários baianos. Segundo o secretário, o uso de barreiras para proteção dos estuários baianos tem custo elevado. “No Litoral Norte temos oito estuários. Temos que desenvolver ações rápidas e o pior é que são caras. A implantação de redes de proteção e profissionais com aptidão para trabalhar dá uma média de R$ 70 mil por dia por estuário”, disse.

Na oportunidade, Oliveira disse ainda que o município de Conde, no Nordeste Baiano, foi a região mais atingida. “No sobrevoo de Praia do Forte, as manchas já foram retiradas. Hoje, pela manhã, o Ibama [ Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] estava trabalhando na região de Conde. As ações estão acontecendo continuamente e serão ampliadas. Conde foi o mais atingido”.

Até o momento, 35 toneladas de óleo foram retiradas das praias baianas. Além de limpar as praias, há uma preocupação com os rios e mangues que podem ser atingidos. Um efetivo de 200 bombeiros está trabalhando na retirada dos resíduos.

Quem encontrar manchas de óleo na praia pode notificar o Corpo de Bombeiros (193), a Polícia Ambiental (190) ou o Inema (08000 71 14 00). É importante que a população evite as áreas afetadas e não toque ou remova os resíduos.