Produtores baianos ganham mais tempo para o plantio soja

Os agricultores do Oeste da Bahia ganharam um prazo a mais para encerrar o plantio da soja. Agora os produtores rurais terão até o dia 20 de janeiro para realizar a semeadura. O prazo foi estendido pela Agência de Defesa Agropecuária do estado (Adab) a pedido dos agricultores e do Comitê Estadual do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja.

De acordo com as entidades que representam os agricultores, a irregularidade no regime de chuva prejudicou o andamento dos trabalhos no campo. A situação atinge principalmente os produtores rurais que cultivam em regime de sequeiro, eles enfrentaram chuva abaixo do índice esperado no período entre outubro e dezembro.

O calendário agrícola segue normas fitossanitárias que os agricultores precisam cumprir sob pena de multa. Há tempo previsto para cada fase do processo de cultivo, do plantio à colheita. O calendário inclui também o chamado vazio sanitário, período em que não pode haver planta viva no campo para evitar a proliferação de pragas e doenças. Segundo a Adab, a alteração anunciada esta semana não compromete a defesa fitossanitária do estado.

“A ADAB não atua apenas como agência fiscalizadora, mas também com orientação e é através do diálogo que resolvemos o melhor para a agropecuária baiana, observando com sensibilidade os investimentos de produtores que enfrentaram um período atípico nos últimos meses sem chuva. Questões climáticas motivaram a ampliação do prazo de semeadura, no entanto, estamos atentos e vigilantes para acompanhar o processo”, afirma Maurício Bacelar, diretor geral da Adab.

A extensão do prazo de plantio significa mais oportunidade de trabalho para muita gente. Durante todo o ano, a agricultura gera mais de 90 mil postos de trabalho na região Oeste.

Apesar das alterações no calendário agrícola, o setor espera uma boa safra de soja. Se tudo ocorrer como planejado inicialmente, os agricultores devem colher mais de 6 milhões de toneladas do grão, cerca de 20% a mais do que na safra passada.

“As plantas agora estão num estágio vegetativo em pleno crescimento, a gente espera que daqui para frente, quando estiverem na fase de enchimento do grão, a chuva continue regular, e isso é o que vai definir a safra. Apesar do atraso, a nossa perspectiva é de conseguir uma média de produtividade boa em relação aos últimos anos”, completa Stahlke.




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