Estudantes do Colégio Estadual Rômulo Almeida não sabem quando as aulas vão retornar em 2020

Os estudantes do Colégio Democrático do 2° grau Dr. Rômulo Almeida, em Santo Antônio de Jesus, estão com  dificuldade para iniciar o ano letivo. O prédio do colégio foi demolido em 2017 pelo Governo do Estado para reconstrução. Enquanto isso, os alunos estudam temporariamente na sede do IFBA, mas três anos depois as obras ainda não foram iniciadas. Em 2020, mais um problema tira a paz dos estudantes, eles não sabem se poderão retornar às aulas normalmente para este período letivo porque o contrato do Governo do Estado com o IFBA encerrou  ano passado e até então não foi renovado.

Revoltados, os estudantes iniciaram um protesto nas redes sociais, reivindicando o início das obras do seu colégio e o direito de estudar em 2020. “Não queremos que este contrato seja renovado, e sim, a reconstrução do Rômulo Almeida, que é a melhor escola pública de ensino médio aqui em Santo Antônio de Jesus”, disse uma estudante, em contato com o Blog do Valente.

Em uma página no instagram, os alunos usaram seus talentos artísticos e compuseram até uma música em ritmo  de rap para protestar. “ Mano, não me ignora, cheio de promessa torta, sinto que tu não se importas”, cantam. “Já estamos cansados de nenhuma atitude, nós já te pedimos mais de uma vez, nós já protestamos, pedimos ajuda, e até agora, o que você fez?”. Ouça a música abaixo.

Em junho de 2018, um grupo se mobilizou e se uniu em frente à Policlínica de Santo Antônio de Jesus para reivindicar a construção do novo prédio do colégio. “O secretário disse que em seis meses vai ser construído, mas sabemos que não vai. Os ônibus que levam os estudantes estão superlotados. Nossa manifestação é pacifica, mas não deixaram a gente entrar, isso está sendo construído com nosso dinheiro e estamos sendo tratados como cachorros”, disseram as estudantes Sâmile e Camila em contato com Léo Valente.

Quando demolido, havia a expectativa de que o colégio tivesse as obras concluídas em 6 meses e que em 2019 os mais de 1.500 alunos pudessem retornar as aulas normalmente no novo ambiente.