Bailarina Thais Carla comemora condenação de humorista em processo por gordofobia: ‘Lutem pelos direitos de vocês’

Bailarina Thais Carla comemora condenação de humorista em processo por gordofobia: 'Lutem pelos direitos de vocês'
                                               Foto: Revista Quem

 

A bailarina Thais Carla comemorou, nas redes sociais, a condenação de um humorista, em um processo judicial que ela moveu contra ele por gordofobia. O caso foi julgado pela 4ª Vara Cível do Sistemas de Juizados Especiais da Comarca de Salvador e o humorista foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais à bailarina.

Thais não divulgou o nome do humorista, mas detalhou que, além de usar a imagem dela indevidamente, ele também publicou um vídeo divulgando dados pessoais.

“Me ridicularizou com diversas frases preconceituosas e gordofóbicas. Essa foi a primeira vez que um juiz deferiu diretamente a condenação pela violação de gordofobia em primeiro plano, o que é um excelente ganho para todas pessoas gordas”, compartilhou ela com os seguidores.

O escritório de advocacia que representou Thais detalhou que o humorista foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais à bailarina. A ação já não é mais passível de recurso.

Na sentença, a juíza Carolina Almeida da Cunha Guedes, responsável pelo caso, fundamentou que, “no caso dos autos, a postura do réu transcende a esfera da mera utilização indevida da imagem, a autora foi gratuitamente ofendida, avacalhada nas redes sociais pelo réu e seus seguidores. Desta forma, a obrigação de reparar o dano decorre do próprio uso indevido da imagem, notadamente quando viola a dignidade da parte autora”

Ainda no texto de comemoração, a bailarina deu força aos fãs para que eles sigam buscando os direitos deles, especialmente nos casos que retratam crime de ódio.

“Lutem pelos direitos de vocês! Espero que essa ação sirva para inspirar muitas outras pessoas. Ninguém pode nos ofender livremente e achar que ‘tudo bem’. Fiz isso não só por mim, mas por todas pessoas gordas que sofrem ataques. Não merecemos viver isso caladas!”

*Reportagem G1 Bahia