Flexibilização dos eventos cria necessidade de passaporte da vacina

Flexibilização dos eventos cria necessidade de passaporte da vacina

Com o avanço da vacinação contra à Covid-19 em todo país e a recente flexibilização dos protocolos de prevenção com a liberação de eventos abertos ao público, diversos países e cidades brasileiras estão exigindo o chamado ‘passaporte da vacina’.

O documento, físico ou eletrônico, é um comprovante de imunização e tem como objetivo, além de aumentar a segurança diante desses eventos sociais, estimular a população a buscar a vacina. Apesar de ser bastante debatido, há muita gente que desconhece ou não sabe como adquirir esse passaporte. Em Salvador, o documento já é obrigatório para entrada em estádios de futebol e no Réveillon e Carnaval o prefeito Bruno Reis (DEM) já sinalizou que será exigido.

“A festa do Réveillon será em um espaço fechado e, para as pessoas terem acesso, terão que ter as duas doses [da vacina]”, antecipou o prefeito em entrevista recente à imprensa. O comprovante de vacinação é disponibilizado apenas para aqueles que tomaram o imunizante por meio do SUS.

Os dados são computados na plataforma Conecte SUS, criada pelo Ministério da Saúde. Há um consenso entre as autoridades sanitárias que a permissão de circular apenas pessoas vacinadas diminui o risco de casos graves e, por consequência, a lotação dos leitos de internação, já que o imunizante atenua a ação do vírus.

Para facilitar ainda mais esse processo, a Prefeitura de Salvador lançou recentemente o aplicativo ‘Passaporte da Vacina’. Projetado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o aplicativo está disponível para os cidadãos que utilizam a plataforma iOS.

“Para evitar transtornos, é recomendado que os soteropolitanos façam a adesão para circular livremente nos espaços. Nessa ferramenta é possível checar se o cidadão já tomou a vacina contra o vírus e comprovar em qual das doses está imunizado”, explicou o coordenador do Núcleo de Tecnologia da Informação da SMS, Ariovaldo Borges Júnior.

Cuidados 

Mesmo com o passaporte da vacina sendo necessário em muitas cidades e países, o infectologista e professor titular do Centro de Saúde do Senai-Cimatec, Dr. Roberto Badaró, acredita que é necessário saber se a pessoa de fato tem o anticorpos neutralizante. Segundo ele, só o passaporte não é suficiente e nem garantia de imunização.

“É sempre bom destacar que esse documento não significa que a pessoa está protegida mesmo tendo tomado as duas doses. A gente só pode dizer que uma pessoa está imunizada quando demonstra que tem anticorpos neutralizantes contra a Covid-19. Portanto, é necessário que todos continuem com os cuidados que já vinha sendo tomados, como uso de máscaras e higienização das mãos”, destacou.