
Recentemente, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou esclarecimentos ao diretor da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Vicente Neto, em relação à nomeação de Emilson Piau para um cargo na instituição. O pedido foi feito em um ofício enviado pela 1ª Promotora de Justiça, Nívia Carvalho Andrade, em 30 de março, estabelecendo um prazo de 15 dias para que Neto se manifestasse sobre o assunto e solicitando que a ficha funcional de Piau fosse enviada.
Em março, foi publicado que Emilson Piau havia sido nomeado para uma diretoria esportiva na Sudesb, o que gerou polêmica devido à sua suposta por injúria racial em 2021. Ele foi condenado por ter feito comentários ofensivos a servidores do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, afirmando que a Coordenação de Interação Social deveria ser empregada por brancos, e não por pessoas negras.
Emilson é militante do PCdoB desde a década de 1970, quando participou do movimento estudantil. Formado em administração, ele é professor assistente na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia desde 1996 e ocupou secretarias municipais durante as gestões do Partido dos Trabalhadores em Vitória da Conquista entre 1998 e 2006.
“Como presidente do partido, conheço ele de militância de mais de 30 anos, marcado pelo comprometimento pela luta contra a discriminação. É um militante antigo e destacado. Quanto à gestão, não tínhamos informação sobre esse episódio. Não vou entrar no mérito do episódio, tem muitas versões, mas tem uma decisão judicial. Ele pagou por esse episódio. Podemos cometer um erro, pagar pelo erro. Errou e é excluído de qualquer processo de luta?”, questionou Davidson.




