
Nesta sexta-feira (19), o Ministério da Agricultura e Pecuária determinou o recolhimento em todo o país de quatro lotes de feijão das marcas Da Mamãe e Sanes devido à presença de grãos mofados e ardidos. Os grãos são considerados “ardidos” quando estão fermentados, geralmente devido a condições de calor ou umidade excessivos, de acordo com informações da Embrapa, instituição estatal de pesquisa agrícola.
Os lotes afetados são os seguintes:
- Lote 51 do feijão carioca (também conhecido como feijão cores) e lote 06 do feijão preto, ambos da marca Da Mamãe;
- Lotes 030423 e 080323 do feijão preto da marca Sanes.
Esses produtos apresentam um percentual de grãos mofados e ardidos acima de 15%, excedendo o limite estabelecido e representando um risco para a saúde dos consumidores. A Sanes afirmou que está tomando as medidas necessárias para recolher os lotes afetados, garantindo o cumprimento de todas as exigências.
“A Sanes tem uma trajetória de 23 anos no mercado e sempre priorizou a qualidade de seus produtos. Estamos à disposição para esclarecimentos adicionais, se necessário”, declarou a empresa.
A marca Da Mamãe afirmou que a detecção do excesso de umidade nos produtos ocorreu em janeiro e que eles foram trocados nos supermercados na época.
A empresa também considera a decisão de recolhimento, anunciada agora em maio, como “intempestiva”, pois as devidas providências já haviam sido tomadas em janeiro. Esses lotes de feijão foram identificados em uma operação anterior do ministério, que resultou na apreensão de mais de 150 toneladas de feijão no estado do Rio de Janeiro.
Após análises laboratoriais, o órgão confirmou que os produtos não atendem aos padrões de qualidade e segurança exigidos para o consumo humano. “Diante disso, é de extrema importância que os consumidores estejam atentos e verifiquem cuidadosamente as embalagens dos produtos antes de adquiri-los”, afirmou o Ministério.


