Representantes de setores do agronegócio brasileiro pressionam o governo federal por uma resposta rápida e efetiva diante do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, entra em vigor no próximo dia 6 de agosto, sete dias após a publicação do decreto.

Indústrias de carnes, café e pescados estão entre as mais afetadas pela nova política comercial americana. Os exportadores pedem negociação contínua com o governo dos EUA e cobram ações emergenciais de apoio por parte do Palácio do Planalto, a fim de evitar demissões, prejuízos econômicos e perda de competitividade no mercado internacional.
Segundo fontes do setor, há temor de que a taxação provoque uma queda acentuada nas exportações e leve ao encarecimento dos produtos brasileiros no exterior, reduzindo a margem de lucro e prejudicando principalmente pequenos e médios produtores.
O tema foi incluído na pauta da reunião de emergência convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (30), com ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que lidera a interlocução com empresários e acompanha os desdobramentos do caso.
O governo brasileiro também solicitou relatórios técnicos sobre o impacto econômico do tarifaço e analisa medidas de compensação para os segmentos mais atingidos.




