15 estados definiram volta às aulas para fevereiro, ao menos com ensino remoto

As redes públicas de 15 estados anunciaram a volta às aulas, ao menos de forma remota, para este mês de fevereiro. Apenas Goiás já havia iniciado suas atividades escolares em janeiro passado. Por conta da pandemia de Covid, o calendário das escolas públicas no Brasil sofreu atrasos e mudanças.

Além de Goiás, os 15 estados que já retornaram às atividades nos últimos dias ou anunciaram a retomada para as próximas semanas são:

  • Amazonas
  • Ceará
  • Espírito Santo
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Pará
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Rondônia
  • Roraima
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Tocantins

Outros 9 estados e o Distrito Federal programam o retorno das atividades escolares a partir de março. Apenas o estado da Bahia não informou uma previsão de retorno.

Depois da publicação desta reportagem, na manhã desta quinta-feira (4), a Secretaria de Estado de Educação de Rondônia (Seduc) atualizou as informações sobre o retorno das aulas na rede pública estadual, antes sem data definida: agora, a previsão é que o ano letivo seja retomado, de forma remota, no dia 22/2 (leia mais abaixo).

A maioria decidiu começar essas primeiras aulas com ensino remoto, para implementar de forma gradativa o retorno dos trabalhos presenciais. O objetivo em grande parte dos casos é estabelecer uma forma híbrida de aulas: parte virtual, parte na escola novamente.

Para isso, em muitos casos haverá rodízio de alunos por causa de salas de capacidade menor – para manter o distanciamento entre cadeiras.

No levantamento abaixo foi considerada a forma de ensino na retomada das atividades. Algumas localidades vão começar com aulas remotas e depois progredir para o esquema híbrido.

Desafios de 2021

Em tempos em que o ensino remoto ganha extrema importância, especialistas demonstram preocupação com falta de equipamentos e de internet com velocidade nas aulas virtuais para os estudantes do ensino público.

Há receio também sobre a chegada de materiais para cumprir o protocolo contra o novo coronavírus em várias escolas do país. Pesquisa divulgada em 2020 de OMS e Unicef apontou que quatro de cada dez escolas do Brasil não tinha estrutura para lavagem de mãos dos alunos.

Outro debate é sobre priorizar os professores na fila da vacinação. Professores da área de educação temem a contaminação. Crianças não são consideradas grupo de risco na pandemia de Covid (mas há registros de morte e uma síndrome rara ataca uma parcela delas), mas podem transmitir o coronavírus.

Fonte: G1