Fachin autoriza inquéritos para investigar Marun e 7 parlamentares por supostas fraudes no Ministério do Trabalho

Foto: Chico Gomes – Tv Morena

ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de três inquéritos no âmbito da Operação Registro Espúrio, que apura fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho com envolvimento de servidores e políticos.

A decisão foi assinada na quarta-feira da semana passada, dia 29 de agosto, e a informação foi publicada no site de “O Globo” na segunda-feira (3).

Fachin atendeu a pedidos da Procuradoria Geral da República, que solicitou aval para investigar o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, e uma assessora dele pelas suspeitas de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Além de Marun, Fachin autorizou a abertura de investigações sobre outros sete parlamentares (veja ao final desta reportagem as versões dos investigados):

  • José Wilson Santiago Filho (PTB-PB), deputado;
  • Jovair Arantes (PTB-GO), deputado;
  • Cristiane Brasil (PTB-RJ), deputada;
  • Paulo Pereira da Silva (SD-SP), deputado;
  • Nelson Marquezelli (PTB-SP), deputado;
  • Dalirio Beber (PSDB-SC), senador;
  • Cidinho Santos (PR-MT), senador.

Em nota, Marun afirmou ter recebido a notícia sobre a abertura de inquérito “com a tranquilidade de quem nada deve e portanto nada teme”.

“Nada fiz que extrapole as minhas funções previstas no ordenamento jurídico e não recebi nenhuma vantagem, devida ou indevida, pelas ações que desenvolvi em prol de sindicatos de Mato Grosso do Sul”, afirmou o emedebista.

No documento, o ministro também afirma ter “confiança” na assessora investigada e diz ser alvo de “intimidação sob forma de inquérito”.

Marun foi alvo da terceira fase da Registro Espúrio. Na ocasião, o ministro se disse vítima de um vazamento “canalha”. Ele declarou que recebeu um grupo de sindicalistas do Mato Grosso do Sul que tinham “demandas com relação à atividade sindical”.

Segundo Marun, ele pediu a uma assessora que acompanhasse os sindicalistas ao Ministério do Trabalho “para que fosse verificado ou não o atendimento das demandas”, mas negou qualquer irregularidade.

Fonte: G1