
O ex-secretário-geral da Presidência da República, advogado Gustavo Bebianno, afirmou, em entrevista ao Valor Econômico, publicada hoje (26), que nunca foi um fanático por Jair Bolsonaro (PSL) e acusou o presidente de traição, após ter sido desligado do governo.
Coordenador da campanha de Bolsonaro, ele conta que fez questão de direcionar a propaganda partidária, durante a eleição passada, sem tréguas ao antipetismo.
“Nunca fui um ‘bolsominion’, não sou fanático por nada”, afirma, para deixar clara sua diferença com os grupos raivosos das redes sociais.
Foi para desmentir as alegações de crise entre ele e o presidente que o secretário afirmou ter conversado com seu chefe três vezes no dia anterior, mas acabou acendendo o rastilho que detonou sua permanência no governo. “Foi uma traição, sem razão e mesquinha”, definiu.
Demitido apenas 48 dias depois da posse, Bebbiano conta que teve intimidade com Bolsonaro durante a campanha. “Eu conheço Bolsonaro. Éramos íntimos de sentar de cueca para conversar na beira da cama”, descreveu ele, que acumulava a defesa jurídica e ainda presidia o PSL.
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