‘É um áudio bobo’, diz Bolsonaro sobre gravação de Queiroz

O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) minimizou, em entrevista à imprensa hoje (25), em Pequim, o áudio do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-SP), Fabrício Queiroz, que foi vazado ontem (24).

O mandatário declarou que a gravação era “boba” e que “não tem nada a ver com esse caso”. Ele disse que era amigo de Queiroz desde 1985, mas desde o início do ano, quando o ex-assessor passou a ser investigado, não mantém mais contato com ele.

“O Queiroz, alguém tem que ir atrás dele. É um áudio bobo. Se tivesse fila [para cargos no gabinete de Flávio] , todo mundo saberia. Se for verdadeiro o áudio, ele conversou com um amigo dele e o amigo dele deu uma de amigo da onça. Gravou e passou para frente”, disse.

O presidente disse também que Queiroz foi seu “soldado” e questionou o motivo de não ter a razão de ainda não ter sido determinada pela Justiça uma ordem de busca e apreensão contra ele. Ele ainda defendeu que o ex-assessor tem que se explicar.

“Por que não tem ordem de busca e apreensão? Eu não tenho nada a ver com esse caso. Ele é meu amigo desde 1985, foi meu soldado. Desde esses problemas, eu não falo mais com ele. Ele que se explique”, declarou.

Áudio

Na gravação, Queiroz sugere a um interlocutor como proceder para fazer indicações políticas em gabinetes de parlamentares. “Formava fila de deputados e senadores. Só chegar e nomeia fulano aí. Salariozinho desse igual uma uva”, diz o ex-assessor. O material foi obtido pelo jornal O Globo.

Procurado, Queiroz admitiu, por nota, que mantém a influência por ter “contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro”.

Também em comunicado, o hoje senador Flávio Bolsonaro negou que tenha aceitado indicações do ex-assessor e que mantenha qualquer contato com ele desde o ano passado.

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