Preso em operação sobre fraude de contratos no Rio, Pastor Everaldo se afasta do comando do PSC

O Pastor Everaldo Pereira, presidente do Partido Social Cristão (PSC), foi preso após autorização do ministro Benedito Gonçalves do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Operação Tris In Idem investiga irregularidades em contratos na área da saúde no governo fluminense. A Polícia Federal esteve na casa de Everaldo no bairro do Recreio, zona oeste do Rio, por cerca de duas horas desta sexta-feira. Ele estava sozinho em casa. De viatura, ele foi levado para sede da PF, no centro do Rio.

Pastor Everaldo foi citado na delação do ex-secretário de Saúde ao Ministério Público Federal, Edmar Santos. Edmar foi preso na Operação Placebo que investiga irregulares nos contratos de hospitais de campanha no Rio. Nos bastidores, Everaldo é considerado influente no governo fluminense e foi mentor político de Wilson Witzel na eleição de 2018.

As Comissões de Saúde e Covid-19 da Assembleia Legislativa do Rio convocaram Pastor Everaldo para dar explicações sobre os supostos esquemas de corrupção. A reunião virtual está marcada para próxima quinta-feira (3). A presidente da Comissão da Saúde confirmou que enviará ofício ao Sistema Penitenciário para ouvir o presidente do PSC.

O PSC enviou nota e disse que “o Pastor Everaldo sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça.”

Além de ser considerado o padrinho político de Wilson Witzel, Everaldo iniciou sua carreira política em 1999 quando assumiu o posto de secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro na gestão de Anthony Garotinho. Ficou no cargo até 2002.

Ele se manteve sempre nos bastidores da política e foi ganhando notoriedade dentro de seu partido, o PSC, onde atuou como vice-presidente de 2003 a 2015 até se tornar presidente da legenda, cargo que ocupa até hoje.

Pastor Everaldo é membro da Igreja Assembleia de Deus e foi candidato à presidência em 2014, ficou em quinto lugar e teve 780 mil votos.

Além da prisão de Everaldo, a operação desta sexta-feira mirou outros nomes do PSC. Entre eles, o governador Wilson Witzel, que foi afastado do cargo por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

*CNN