PT chama medidas do governo Bolsonaro de ‘plano mais miséria’

As propostas orçamentárias enviadas pelo governo Bolsonaro nesta segunda-feira (31) ao Congresso foram duramente criticadas pelo PT nas redes sociais. Em Salvador, por meio de nota, o diretório municipal da sigla denominou as proposições como “plano mais miséria”.
Para a representação municipal, as proposta que integram redução para R$ 300 do auxílio emergencial, assim como o reajuste salarial menor do que o previsto inicialmente, o Renda Brasil e as mudanças provocadas no Minha Casa Minha Vida “desorganizam o sistema de assistência social brasileiro”.

Destaca ainda como preocupação “o futuro das famílias que recebem o Bolsa Família. “O programa sofreu um corte de R$ 3 bilhões, sendo o Nordeste a região mais prejudicada. A perda de recursos representou a redução de 96.861 (61,1%) bolsas”, pontua a nota.

Para Ademário Costa, presidente municipal da sigla, Bolsonaro é incapaz de propor e realizar políticas sociais. “O plano de Bolsonaro é na realidade um plano miséria, pois enfraquece a economia diminuindo o poder de compra das camadas mais pobres da sociedade. Tudo isso porque ele é refém da política neoliberal, privatista e fiscalista o que inviabiliza totalmente seu governo de priorizar políticas sociais. Apenas o PT consegue romper esse aprisionamento do Estado, colocando-o como indutor a sociedade.”, destacou.

Sobre o novo programa habitacional, Casa Verde e Amarela, substituto do antigo MCMV, a representação partidária questiona “o fato de excluir famílias com renda abaixo de R$ 2 mil”. Recorda que nos governos petistas o subsídio era de até 90% do valor total do imóvel para famílias com renda de no máximo R$ 1.800.

“Essa redução proposta por Bolsonaro impacta não só a oferta de habitação para os mais pobres, mas também na geração de empregos em torno da construção civil. Além disso, Bolsonaro já havia feito um corte de 42% no orçamento previsto para 2020, passando de R$ 4,6 bilhões para R$ 2,7 bilhões, enquanto no governo de Dilma era 7 bilhões de investimento anual no programa”, diz.

Ademário avalia que “o desmonte das políticas públicas que transformaram o Brasil nas últimas décadas tem se constituindo um dos principais objetivos do governo neoliberal de Bolsonaro. Desenvolvimento social nunca foi uma prioridade deste governo e reformular políticas sociais criadas pelo PT é uma tentativa clara de alcançar popularidade e superar os altos índices de rejeição do chefe do Executivo”.
Critica ainda a decisão de o reajuste salarial de 2021 contemplar apenas a correção da inflação, sem “ganhos reais” para o trabalhador.  “Bolsonaro mudou a política de aumentos reais acima da inflação proposta pela presidente Dilma Rousseff. Sabemos que a alta real no valor do salário mínimo, acima do INPC, precisa ser compensada com a redução de outras despesas públicas, ou seja, dessa forma outras ações e políticas de governo ficam já comprometidas para equilibrar as contas”, finaliza.

Fonte: BN