Eleições 2020: Nome inusitado é trunfo para candidatos na Bahia; confira

As eleições são um campo aberto à criatividade para conquistar a atenção do eleitorado e, quem sabe, garantir o voto.  Há quem decida apelar. Alguns optaram por usar palavras chulas e de cunho sexual para tentar atrair a população.

Jiraiya Jaspion Jiban, Roda Groove, Baixinho Cobrador, Bener Mil Koisas e Adalício Sem Miséria na Saúde.

Estes são apenas alguns candidatos com nomes inusitados que concorrem a uma das 43 vagas na Câmara Municipal de Salvador, em eleição marcada para o dia 15 de novembro. Outros apostam na associação a nomes de outros políticos, inclusive estrangeiros, como o presidente norte-americano Donald Trump e o ex-presidente Barack Obama. Na briga por votos, vale até fazer menção à cloroquina nos santinhos.

Para serem notados, não economizam em escolhas que passeiam por personagens do mundo pop, referências musicais ou até menções explicitamente pornográficas, como é o caso do candidato a vereador pelo Democratas na cidade de Santa Inês, Choque na Xereca. Nada de puritanos, ao todo, 25 constam como “ticão”, nove levam “piroca” no nome que vai aparecer na urna e um incluiu “xoxota”.

Caso os candidatos não vençam o pleito, há quem pense no ‘plano B’ e para tal a plataforma do TSE também pode servir como publicidade gratuita para negócios particulares: Meire Cardeall Doutorafinanças (Novo), Joelson o Melhor Pintor da BA (PDT) – com a modéstia semelhante a de Pilty Bonitão (Podemos) – e Pica-Pau Produções (PSL).

Para o professor Samuel Barros, especialista em política, ativar a memória do eleitor é uma das razões por trás de escolhas informais.

“Primeiro, a pessoa pode adotar o nome que desperte boas memórias por parte do eleitor. Essa hipótese está ali com o propósito de ativar uma rede de memórias positivas ou que sejam convenientes para o candidato. Segundo, pode ser uma estratégia para facilitar a memorização em um cenário de muitos concorrentes. Terceiro, é que estes podem ser o nome social dos candidatos”, explica o professor da UFRB.

Ainda de acordo Barros, em uma campanha política, portanto, não faria sentido usar outros nomes que não estes, por mais que possa soar estranho para parte do eleitorado. Em disputas para o legislativo, o estranhamento não seria um problema, desde que uma quantidade suficiente entenda que o portador é habilitado para ser representante na Câmara dos Vereadores