Bolsonaro planeja ampliar espaço do centrão com cargos no 2º escalão

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) planeja fazer novas concessões ao bloco centrão com indicação de nomes para o segundo escalão. A primeira sigla a ser contemplada será o PSD.

De acordo com a Folha, o Palácio do Planalto acertou com a bancada  do partido na Câmara dos Deputados a nomeação de Jarbas Valente para o comando da Telebrás.

Durante o governo do ex-presidente Michel Temer, ele presidiu a Telebrás por indicação de Gilberto Kassab, um dos fundadores do PSD, que era então ministro de Ciência e Tecnologia.

Com um satélite em órbita, a Telebrás será usada para fazer um programa de massificação da banda larga em lugares ainda carentes de serviços pelas operadoras do mercado.

Também  devem ser assentado em secretarias legendas como o PP e PL.

Rechaçado pela campanha do presidente Bolsonaro, o centrão reúne cerca de 200 dos 513 deputados. O grupo é formado principalmente por PP, PL, Republicanos, PTB e PSD – esse último nega fazer parte. DEM, MDB e Solidariedade também fazem parte do bloco na Câmara, comandado pelo líder do PP, Arthur Lira (AL).

O movimento do governo de abrir mais espaço para o centrão ocorre no momento em que a disputa pelo comando da CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso levou a uma paralisação da pauta legislativa, atrasando projetos prioritários.

No alvo, estão os comandos das secretarias nacionais de Habitação e de Saneamento. A primeira é responsável pelo programa Casa Verde e Amarela, o antigo Minha Casa Minha Vida, e hoje tem à frente o economista Alfredo Eduardo dos Santos, que assumiu o posto em dezembro.

A segunda é comandada também pelo economista Pedro Ronald Borges, que, segundo assessores palacianos, tem como padrinho político o senador Roberto Rocha (PSDB-MA).O PSDB não faz parte da base aliada, o que tem sido questionado por integrantes do centrão.

O bloco partidário também tem demonstrado interesse, de acordo com assessores do governo, pela Secretaria de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania, responsável pelo programa Bolsa Família, que o presidente pretende reformular no próximo ano.

Fonte: BN