‘Pólvora’ e ‘maricas’: em referência a fala de Bolsonaro, Maia lembra 160 mil mortos e economia frágil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta terça-feira (9) em uma rede social o compromisso da Câmara com a vacina contra a coronavírus no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro comemorou a suspensão dos testes da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Na publicação, o parlamentar também citou outras declarações de Bolsonaro nesta terça-feira. Em cerimônia no Planalto, o presidente da República afirmou que o Brasil tem que “deixar de ser um país de maricas” e enfrentar a pandemia de Covid-19 “de peito aberto”. Também disse que, “quando acaba a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir à Amazônia, sem citar diretamente o presidente eleito pelos Estados Unidos, Joe Biden — em debate com o adversário Donald Trump em setembro, Biden cogitou impor sanções ao Brasil devido ao desmatamento na Amazônia.

“Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação (sic), temos mais de 160 mil mortos no país, uma economia frágil e um estado às escuras [referência à crise de energia no Amapá]. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal”, escreveu Maia.

Após lembrar os mais de 160 mil mortos no país pela doença, o presidente da Câmara prestou solidariedade a todos os parentes e amigos das vítimas da Covid-19.

Fonte: G1