Rui rebate críticas de Coronel: ‘Pé no chão e humildade quem tem sou eu’

O governador Rui Costa (PT) rebateu uma declaração do senador Ângelo Coronel (PSD), que afirmou que lhe faltou humildade para recompor a base aliada e o fato de ter ele dado mais atenção à campanha da Major Denice durante as eleições. Rui disse que “não pediu a ninguém para ser candidato e que só prometeu fazer campanha para Denice” e que a derrota não pode ser “colocada na conta dele”.

“Eu não quero responder a essas declarações dadas a jornal porque ele é um grande senador e acho que eu contribui muito para que ele seja hoje um grande senador da República e espero continuar contribuindo para que outras pessoas possam continuar a crescer na política como ele cresceu, como eu cresci… acho que a agente tem sucesso quando tem sucesso de grupo. Não é novidade para ninguém que eu iria apoiar a Major Denice, todos sabiam e eu deixei isso muito claro para todo mundo. Ninguém pode arguir, e não prometi a ninguém igualdade de tratamento. Eu disse: tenho uma candidata e vou trabalhar por essa candidata e respeito a decisão individual de quem quer sair candidato”, explicou o governador.

Rui disse que não possui um estilo autoritário e por isso não tinha poder de barrar nenhuma das candidaturas de sua base para a prefeitura para priorizar apenas uma.

“Eu não sou chefe de ninguém. Muita gente confunde liderança com chefia. Meu estilo não é de autoritário, não vou ameaçar ninguém, nem constranger, não sou chefe de ninguém. Eu conversei com todo mundo, pedi a vários para não saírem candidatos e as pessoas entendiam que tinham a oportunidade de sair, que queriam crescer…quem sou eu para frustrar o sonho de alguém de achar que vai para o segundo turno? Agora, ninguém pode dizer que eu prometi que não ia fazer campanha para a minha candidata. Ao contrário, deixei muito claro e fiz o que sempre disse que iria fazer, como sempre faço”, afirmou.

O governador disse ainda que manteve sua palavra com os aliados, de que participaria das convenções partidárias e lançamento de candidaturas. No entanto, reafirmou, à época, que só gravaria programa eleitoral e sairia às ruas em apoio à Denice.

“Se tem algo que aprendi desde guri foi ter palavra e poder olhar no olho dos outros. Disse: irei na convenção de todo mundo que quiser sair candidato, autorizarei todos a usar a minha imagem, quem quiser, mas vou gravar para uma candidata só e fazer campanha de rua para uma candidata só. Isso eu deixei claro para todo mundo e ninguém tem o direito de achar estranho isso. É o meu direito como cidadão e as pessoas não podem frustrar o direito dos outros de escolher e fazer campanha para o seu candidato. Portanto, ninguém pode arguir isso, pois pé no chão e humildade quem tem aqui sou eu”, completou ele, que afirmou ainda que não considera a derrota nas eleições como um erro estratégico, pois a decisão de várias candidaturas não partiu dele.

“Teria sido um erro estratégico se tivesse sido eu que pedisse a cinco pessoas para serem candidatos. Alguém ouviu alguma declaração minha pedindo a alguém? Só foi erro, se eu tivesse pedido. Eu não defini estratégia de candidatura. Só tem uma diferença, a história minha e do nosso grupo não é de impor, diferente do outro grupo, que alguém diz: você não vai sair e ponto final. Eu não faço isso. Quem quis sair, teve a opção de sair”, finalizou.

*Bahia.Ba




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