Robinson Almeida rebate Neto sobre 2022: ‘Está muito longe da onça beber água’

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) disse que “está muito longe da onça beber água”, ao rebater na manhã desta quinta-feira (3) as declarações do prefeito ACM Neto (DEM) sobre o Partido dos Trabalhadores ser um mau perdedor por ingressar na Justiça contra o resultado das eleições municipais em Feira de Santana e Vitória da Conquista. Segundo o parlamentar, as eleições para não têm relação direta para a eleição para governo do Estado.

“Não há na Bahia uma relação direta entre a eleição de prefeitos e a eleição de governador. Eu pego dois exemplos: o de Wagner em 2006, que foi eleito governador com apoio de apenas 53 prefeitos. E o de Rui Costa em 2018, que mesmo tendo um desempenho ruim do PT em 2016, ele foi eleito com 75% dos votos. Cada eleição é resultado das circunstâncias do momento. E creio que a variável que mais impacta na eleição estadual é a eleição presidencial e seu reflexo nos estados. É obvio que quem teve vitórias em 2018 canta de galo para poder se projetar como alternativa de poder para a próxima eleição. Mas creio que está muito longe da onça beber água e nós vamos trabalhar muito para que o projeto vitorioso na Bahia continue transformando a vida dos baianos”, afirmou o deputado.

Robinson também avaliou a resultado das eleições em Feira de Santana que ocasionou na derrota do candidato Zé Neto. Segundo ele, o prefeito reeleito, Colbert Martins, abusou do poder aquisitivo da máquina pública para se eleger.

“A quase vitória de Zé Neto só não foi possível por conta do uso abusivo da máquina pública pela candidatura da situação. Para se ter uma ideia, os funcionários terceirizados, que são milhares, foram obrigados a fazer campanha para Colbert, o salário dos servidores foi antecipado fora da regra, concurso público foi chamado na boca da eleição e 26 mil cestas básicas foram distribuídas por prepostos da prefeitura nas periferias da cidade”, acusou o deputado, indicando ainda que outros fatores ajudaram para o fortalecimento da campanha do adversário na reta final do segundo turno em Feira.

“Outro fator que explica o resultado foi a campanha do ódio e do medo desenvolvida por setores de igrejas neopentecostais com a mentira sobre a reputação de Zé Neto, colocando fake news de fechamento de igrejas, kit gays, ensino sexual distorcido nas escolas, e isso atingiu uma parte importante da população. Foi essa a combinação do abuso da máquina pública com a manipulação da fé que fez com que o velho sistema que está há 25 anos em Feira continuasse no poder, mas certamente essas questões ensejaram muitas provas do abuso poder econômico que serão logo objeto de avaliação e julgamento pela Justiça Eleitoral em nosso país”, completou.

*Bahia.Ba