De chefe de gabinete em Salvador a ministro de Bolsonaro: veja a trajetória política de João Roma

Reprodução/Agência Câmara

Anunciado pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) como próximo titular da Cidadania nesta quarta-feira (10), o deputado federal em primeiro mandato João Roma (Republicanos) ascendeu de assessor parlamentar a ministro de estado.

Muito antes de ter seu nome indicado pelo partido para ocupar o cargo que ainda é de Onyx Lorenzoni (DEM) – que deve migrar para a Secretaria-Geral da Presidência -, Roma ganhou a atenção do grande público a partir de seus anos como chefe de gabinete do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

De acordo com informações do jornal “O Tempo”, aliados do presidente nacional do DEM, inclusive, nos bastidores, admitiram temor de que uma eventual nomeação de Roma acabasse atribuída a uma articulação de Neto junto ao Planalto.

Contudo, a estrada do parlamentar pelo poder começou a ser trilhada nos anos de 1990. Antes de ser escolhido para ocupar o posto de Chefe de Gabinete de Neto em 2013, então prefeito eleito para primeiro mandato, Roma havia acumulado experiência como assessor do governo de Pernambuco entre 1991 e 1994.

Além disso, o próximo ministro da Cidadania atuou no Ministério da Administração, de 1995 a 1998, e como delegado para o Nordeste do Ministério da Cultura – quando a pasta ainda existia -, entre 1999 e 2002.

Roma também atuou como chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na capital baiana de 2002 à 2004. Neste meio tempo, em maio de 2003, foi escolhido para ocupar a direção nacional do PFL Jovem – antes do rebranding no qual a legenda ganhou o nome que carrega ainda hoje: Democratas.

Roma permaneceu no posto de Chefe de Gabinete de Neto por cinco anos, até que em abril de 2018, quando decidiu se afastar de suas funções no Executivo Municipal para dedicar-se a sua pré-candidatura à Câmara Federal pelo PRB.

Seus esforços resultaram em vitória pela coligação PRB/DEM/PV, com 84.684 votos. Na Câmara, Roma ocupou o posto de Líder e Vice-Líder do Republicanos, e em seu primeiro ano como parlamentar, foi escolhido para presidir a comissão mista que analisou a Medida Provisória (MP) que na época reestruturou competência e estrutura dos ministérios.

Atualmente, ocupa cargos titulares em comissões como as que tratam do enfrentamento à Covid-19 e que analisa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 045/19, que trata da reforma tributária. Nesta tarde, Bolsonaro disse que de sua parte, a nomeação de Roma já estava decidida.

“[A indicação oficial] pode ser amanhã, 10 de fevereiro, mas ao que tudo indica será depois do carnaval”, acrescentou Bolsonaro.

*Bocão News