Nova cúpula do Congresso tem mais da metade dos parlamentares investigados

Nas novas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, que controlam o Congresso desde a eleição no início de fevereiro, mais de metade dos integrantes está envolvida em demandas judiciais. Dos 14 parlamentares, oito respondem ou são investigados por crimes que vão de estupro a contratação de funcionários fantasmas e fraude em licitação.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, todos foram alçados às funções pelos colegas parlamentares e com uma ajuda extra do presidente Jair Bolsonaro. A nova configuração das mesas foi escolhida em uma articulação do Palácio do Planalto com o Centrão.

Arthur Lira (Progressistas-AL), presidente da Câmara, é réu no chamado caso do “quadrilhão do PP”, formado por parlamentares que se articularam para desviar dinheiro da Petrobrás, segundo a Procuradoria-Geral da República, mas o nome também aparece em outros litígios.

Além dele, responde por investigações a 2.ª Secretaria da Câmara, a deputada Marília Arraes (PT-PE), aliada de Lira. O Ministério Público de Pernambuco ajuizou ação que pede a devolução de R$ 156 mil gastos, segundo o órgão, para pagar quatro assessores que não davam expediente na Câmara do Recife enquanto ela era vereadora.

Já o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), 1.º secretário do Senado, responde pelo estupro de uma modelo de 22 anos. No Senado, dos sete integrantes da Mesa, seis são alvo de ao menos uma investigação – a exceção é o presidente, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Fonte: Metro1