
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (29) a operação “Última Milha”, para investigar o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos alvos da operação é Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente. Buscas e apreensões foram autorizadas para a residência de Carlos Bolsonaro e também para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
A PF apura indícios de que a Abin foi utilizada para monitorar ilegalmente autoridades e pessoas envolvidas em investigações, e também desafetos do ex-presidente Bolsonaro.
Segundo fonte ouvida pelo blog, o monitoramento de Carlos Bolsonaro teria sido feito a pedido dele próprio. A PF investiga se o vereador queria obter informações sobre adversários políticos ou pessoas que pudessem representar uma ameaça a ele ou a sua família.
A operação também investiga o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, que é aliado de Bolsonaro. Ramagem foi exonerado do cargo em 2020, após ser alvo de uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF acredita que a Abin foi “instrumentalizada” por Bolsonaro e seus aliados para fins políticos. O uso indevido do órgão teria ocorrido durante todo o governo Bolsonaro, quando Ramagem era o diretor.
A operação é uma continuidade da operação “Última Milha”, que foi deflagrada em outubro de 2023. Na ocasião, a PF investigou o uso ilegal de um software espião pela Abin.




