Caso Miguel: delegado diz que mulher esfaqueada afirma ter sido agredida outras vezes e perdoava; acusado deve ir a júri popular

O acusado de matar Miguel Martins Pita Costa de 4 anos no último dia 12 de outubro vai a júri popular. A informação foi divulgada pelo delegado Adilson Bezerra. O crime deixou a população santoantoniense e região horrorizada, causando clamor público pela crueldade como foi praticado. De acordo com a polícia, o estudante do 10º semestre do curso de Direito, Edilton Araújo Andrade Junior desferiu oito golpes de faca em sua namorada Manoela Silva Costa Martins alegando uma suporta traição.  A vítima pulou pela janela do primeiro andar para não morrer. Ao ver a criança chorando, Edilton desferiu vinte golpes de faca, sendo três na região do peito e 17 nas costas. Após matar a criança, Edilton desferiu um golpe de faca em seu abdômen e se jogou do primeiro andar, não tendo nenhuma lesão do salto. A polícia prendeu em flagrante. Dois dias após receber alta médica, ele foi transferido para o presídio em Salvador, “Nós concluímos o inquérito policial, já encaminhamos a justiça onde provavelmente ele será indiciado. Foram ouvidas muitas testemunhas, que serão reouvidas. A mãe do acusado não foi localizada na residência, ficamos sabendo que ela não estava me condições psicológicas de ser ouvida”, disse.  De acordo com o delegado, a mãe da criança foi ouvida ainda no hospital e afirmou ter sido agredida outras vezes pelo acusado, “Manuela disse que já foi agredida outras vezes por ele por suspeita de traição, depois ele pedia desculpas e dizia que não iria fazer mais, e ela perdoava”, explicou.

De acordo com as investigações, há indícios de que o crime poderia ter sido premeditado, após o acusado ter supostamente descoberto a traição de sua namorada alguns dias antes do crime, planejando e manipulando provas. Edilton foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e tentativa de feminicídio.