Integração da pessoa deficiente no mercado de trabalho é discutida em reunião de diretoria nas entidades empresariais

A Lei 8213/91, conhecida como a lei de cotas para deficientes, impõe às empresas que possuem em seu quadro de contratados mais de 100 funcionários, de que 2% do total de suas vagas seja destinada à deficientes. Parece simples, não é?  Mas acredite, é bem desafiador, desde o processo seletivo até a integração desse colaborador.

E foi com o objetivo de tratar deste tema, que o graduado em Ciências Sociais pela UFRB e usuário de Implante Coclear, Vagner Oliveira dos Santos, participou da reunião de diretoria nesta noite de segunda-feira (18/11).

Para Vagner a importância da diversidade e inclusão nas empresas não deve ficar atrelada apenas à legislação a ser cumprida em relação aos profissionais com deficiência, visto que a intenção de promover a inclusão social vai muito além de resolver apenas a obrigatoriedade.

Muitas empresas se deparam com esta necessidade de inclusão, que caso seja mal feita pode gerar uma exclusão maior ainda. A simples ação de colocar uma pessoa com deficiência em qualquer cargo e esperar que ela se adapte, além de desumano não é funcional.

Para isto, foram feitos alguns questionamentos aos presentes, como: O grupo onde o deficiente será incluído está preparado para lidar com esta circunstância? O ambiente é adequado e está preparado (adaptado) para receber esse PCD (Pessoa com Deficiência)? O deficiente sentirá que é parte integrante, útil e ativo no grupo? Vagner levantou a reflexão de que se essas três premissas básicas não forem atendidas, as empresas só estarão cumprindo cotas. Mas o que a empresa ganharia fazendo diferente?

Com esses questionamentos, Vagner propôs formatar uma parceria com as Entidades Empresariais e interessados, para que estas discussões sejam levadas para dentro das empresas com o objetivo de preparar o setor de Recursos Humanos para receber essas pessoas, preparar a equipe de colaboradores, visto que além do ambiente de trabalho, todos conhecem uma PCD, seja familiar ou vizinhos, sendo assim, os desafios precisam ser superados.

Foi enfatizado ainda que empresas em outros estados são referência no que diz respeito ao investimento na promoção e inclusão de pessoas com deficiência, sendo exatamente esse ponto que ele almeja, que empresas Santo Antônio de Jesus se tornem destaques em inclusão e integração, servindo como exemplo para muitas outras.

As Entidades Empresariais apoiam e debatem pautas como esta, uma vez que, buscar fazer a diferença no ambiente organizacional e social é um grande desafio para as empresas, porém não é sinônimo de algo negativo, pelo contrário as adversidades juntamente com as dificuldades buscam atitudes mais tolerantes para o fortalecimento do respeito, da igualdade e para que as oportunidades surjam. A contratação de pessoas com deficiência é uma vantagem mútua, pois quando há uma inclusão afetiva que é voltada para o desenvolvimento do PCD, a mesma atrai e retém novos talentos e assegura a credibilidade social da empresa. Além disso, ao ter um PCD a empresa promove a diferença, aprecia a diversidade tanto no ambiente laboral como no externo, e estimula o PCD a superar seus próprios limites.

ASCOM – Espaço Empresarial