Na última semana, um internauta usou as redes sociais para denunciar as condições deploráveis do cemitério municipal de Santo Antônio de Jesus. A denúncia rapidamente ganhou repercussão e chegou aos ouvintes da rádio local, que também relataram problemas semelhantes ao ligarem para o programa “Levante a Voz” da Andaiá FM.

Os relatos apontam para covas abandonadas, matagal alto e uma falta geral de manutenção no local. Segundo os denunciantes, o ambiente está longe de ser adequado para que as famílias se despeçam de seus entes queridos com dignidade. Em um dos vídeos compartilhados, um internauta disse: “Olha o estado do cemitério municipal. Só não parece estar abandonado por conta das poucas flores que as pessoas colocam nos túmulos. Mas o mato tomou conta do cemitério. Já tem lápides, covas que estão tomadas pelo mato. O mato está quase cobrindo. Olha só pra isso. Prefeitura, cuide dos nossos mortos também. Que absurdo.”
Em resposta às críticas, o administrador do cemitério, Luiz do Mutum, entrou em contato com a rádio e explicou que a responsabilidade pela manutenção é da empresa LMR, contratada pela prefeitura, que teria reduzido significativamente o número de funcionários responsáveis pela limpeza. “A empresa que assumiu tirou três pessoas e só deixou cinco. Não é culpa nem minha, nem da prefeitura. A culpa é da empresa, que ficou de 15 em 15 dias e só o cemitério”, afirmou Luiz.
- Comercial São Luís está com vaga de emprego para assistente contábil; saiba como cadastrar currículo
- Adolescente de 14 anos está desaparecida em Santo Antônio de Jesus; família pede ajuda
- “Só quero justiça”: Família busca ajuda para identificar motorista que fugiu após acidente em SAJ com motociclista em Santo Antônio de Jesus
Luiz do Mutum detalhou ao radialista Léo Valente que, inicialmente, havia oito funcionários para realizar a manutenção do cemitério, número que foi reduzido para cinco pela empresa LMR. Além disso, ele mencionou a falta de equipamentos adequados, como roçadeiras, para a realização do trabalho. “Hoje não temos nem roçadeira e só temos cinco funcionários. Eu vou procurar aqui o pessoal da LMR, porque a empresa é contratada”, disse o administrador.
Durante o programa, foi ressaltada a importância de uma fiscalização rigorosa por parte da prefeitura para garantir que a empresa contratada cumpra suas obrigações. “A prefeitura tem que exigir aí do pessoal”, afirmou Léo Valente.
Luiz do Mutum também destacou que muitos túmulos são abandonados pelas famílias, o que contribui para a deterioração do cemitério. “Tem túmulo lá que tem 10, 15, 20 anos sem ninguém visitar. Essas pessoas também deviam ir ao cemitério cuidar dos seus túmulos.”
A situação gerou grande repercussão entre os ouvintes e moradores da cidade, que esperam por uma solução rápida e eficaz para que o cemitério municipal volte a ser um local adequado para as despedidas e homenagens aos entes queridos.




