
O apresentador do programa Levante a Voz, na Andaiá FM, e repórter do Blog do Valente, Léo Valente, comentou nesta quinta-feira (02) sobre a dificuldade de empresários e donos de terrenos e fazendas em encontrar gente para trabalhar. Léo Valente disse que a falta de mão de obra não se limita ao ramo empresarial, comercial ou industrial, mas afeta também o meio rural.
“Muitos empresários tem conversado conosco na conversa que a gente encontra e dá dificuldade de encontrar gente para trabalhar. E não é só no meio empresarial, não. Pessoal que planta cacau, por exemplo. Pessoal que é da zona rural tem essa dificuldade,” afirmou o repórter.
Ele citou o exemplo de um construtor que não aceitou uma obra no prazo solicitado por um cliente na Ilha porque estava com dificuldades de encontrar pessoas para a equipe.
“Eu vi ele falando para um cliente, uma pessoa que construiu uma casa na ilha. Ele disse que não pegava a obra no prazo que a pessoa queria porque estava com dificuldade de encontrar gente para trabalhar.”
No comércio, Léo Valente relatou que, durante as entrevistas de emprego, “o pessoal já diz logo, se for para trabalhar sábado, não quero.”
“O pessoal diz que quando faz um levantamento, quando faz entrevista com uma pessoa, o pessoal já diz logo: ‘se for para trabalhar sábado, não quero’. Por um lado, tem muita gente dizendo que isso é resultado dos auxílios, das bolsas, ou de uma geração que não trabalha.”
O repórter destacou que o tema divide opiniões. Por um lado, há quem diga que a dificuldade de encontrar trabalhadores é resultado dos auxílios sociais, das bolsas ou de uma geração que não quer trabalhar.
Por outro lado, Léo comentou a opinião de uma turma que recebe auxílios, mas não procura um emprego para complementar a renda, alegando que o valor pago por dia é muito baixo, variando entre R$ 20 e R$ 30 a depender do serviço.
“Tem uma outra turma que diz que essas bolsas, os auxílios, fazem com que as pessoas digam: ‘olha, eu não vou me submeter ao trabalho pelo tanto que você quer pagar’. Porque muita gente, às vezes, queria pegar uma pessoa para limpar uma roça ali o dia todo e dizer, olha, é R$ 20,00 ou então R$ 30,00. Aí a pessoa diz que é muito pouco. Então você fica sem esse valor.”, disse o repórter.
Há ainda quem atribua o problema a uma “preguiça enraizada” na geração Z que tem acesso a celular e tecnologia, e se acomodando. “Aí tem uma turma que diz que é questão de preguiça mesmo, de gente que se acomoda, não enxerga os auxílios como complemento para alguma outra coisa. E tem gente dizendo que é uma situação da geração mesmo, encostada ou preguiçosa.”
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