Patrão proibiu celular na loja?: “Celular também pode ser ferramenta de venda”, lembra Léo Valente

Âncora do Levante a Voz afirma que uso excessivo afasta clientes, mas sugere que empresários usem redes sociais como ferramenta de vendas em momentos de pouca movimentação.

Foto: Blog do Valente

Um ouvinte da Rádio Andaiá se queixou nesta terça-feira (4) de que o patrão proibiu o uso de celular dentro da loja. O âncora do programa Levante a Voz, Léo Valente, disse que tudo depende do bom senso e afirmou que ficar no celular é praticamente um vício. Ele citou um exemplo em um grande shopping de Salvador onde nenhum funcionário o atendeu por estar no celular.

“Tudo depende do consenso, porque tem funcionário que também quer ficar no celular praticamente. É o vício. Tem gente que a gente sabe que é o vício. Isso acontece com adolescente em casa, acontece com a gente. E aí, eu já entrei em loja e saí. Isso no shopping em Salvador. Nenhum funcionário veio falar comigo, tudo com a cara de um celular. Na hora que eu senti, eu saí e disse, não, aqui não quer me vender, não é possível. Eu não vou ficar num ambiente desses.”

Por outro lado, Léo Valente acompanhou uma dica de especialista de que a utilização das redes sociais também pode ser um meio de venda. O tempo em que o funcionário está no celular e não há clientes na loja é o momento ideal para vender pela internet.

“Eu vi um especialista dar uma dica interessantíssima. Que na hora de entrevistar, você não tem que observar somente extrovertida se sabe conversar. A utilização das redes sociais também é um meio de vendas, aí tem gente que pega o WhatsApp da loja, tem várias estratégias, começa a seguir, por exemplo, seguidores de loja concorrente para aquela pessoa voltar, começa a ofertar, gosta de celular, então pega as promoções aqui, começa a ofertar pelo WhatsApp, começa a vender pelo Instagram, em vez de ficar parado já que não está entrando ninguém na loja.”, afirmou.

Léo Valente afirmou que não é recomendável proibir o celular 100% do tempo, pois alguém da família pode precisar falar com o funcionário. Salvo esses casos de emergência, o celular deve ser usado como meio de venda.

“Agora, tudo depende do bom senso. Tomar o celular 100% ali e dizer que é complicado, que alguém pode passar mal, um filho, alguém querer falar. Você com o celular também, ficar só com a cara no celular e não saber o que está acontecendo ao seu redor no seu ambiente de trabalho é complicado.”, disse.