
O radialista e apresentador do programa Levante a Voz, da Rádio Andaiá, Léo Valente, comentou nesta segunda-feira (2) sobre a decisão do estado do Espírito Santo (ES) de fechar mercados e supermercados por falta de mão de obra, mesmo após adotar o sistema alternado de trabalho, com um domingo trabalhado e outro de descanso.
Para quem considera o trabalho em supermercado como um modelo de “escravidão moderna”, muitos trabalhadores não querem mais atuar aos domingos e, por conta disso, supermercados decidiram que não é interessante manter o funcionamento nesse dia. Ao opinar sobre o tema, Léo afirmou que há uma mudança no comportamento.
O apresentador relembrou ainda que, no passado, quando anunciava vagas de emprego na rádio, a procura era grande e os currículos chegavam em quantidade. Segundo ele, esse cenário mudou.
“Na minha opinião, isso é reflexo de um fenômeno que está acontecendo. Durante muito tempo, a gente anunciava que vaga de emprego ia chover currículo nas lojas. Agora não está chovendo mais. trabalhar, que tem gente que diz que é por causa de problema social, tem gente que diz que não é por causa de problema social, é um fenômeno que vem acontecendo não só no Brasil, mas no mundo. Durante muito tempo, os empregadores escolhiam quem vai trabalhar, quem ele quer para trabalhar, qual o melhor funcionário.”, afirmou.
Antes de expor sua opinião, Léo Valente disse que ouviu um economista sobre o assunto. Segundo ele, a explicação envolve a grande quantidade de oferta de emprego diante de uma mão de obra considerada reduzida, o que estaria mudando a lógica tradicional das contratações.
“Agora está acontecendo uma coisa curiosa. Eu ouvi um economista falar isso, é verdade. Ou pela questão da grande quantidade de oferta de emprego, com essa pouca mão de obra que nós temos, o trabalhador está escolhendo o patrão. Ele escolhe o bom trabalhador, ele está hoje dizendo, não, eu não quero mais trabalhar em tal local. Tem gente que diz, eu trabalho em qualquer lugar, mas eu não quero mais trabalhar em farmácia, porque tem que ser domingo a domingo. Ou eu não quero trabalhar em supermercado, porque tem que ser domingo a domingo. E é basicamente isso. Os poucos trabalhadores que estão no mercado dispostos a trabalhar estão agora dizendo, escolhendo quem vai ser o patrão dele. Houve essa inversão.”, afirmou.
Léo Valente disse ainda que essa situação também é percebida em Santo Antônio de Jesus. “Os supermercados aqui de médio porte estão com essa dificuldade de encontrar gente para trabalhar no domingo.”, concluiu.
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