
O estudo “Benchmark internacional sobre teto salarial no setor público”, divulgado pela República.org e pelo Movimento Pessoas à Frente, com dados compilados entre agosto de 2024 e julho de 2025, aponta que 53.488 servidores públicos, entre ativos e inativos, recebem acima do teto constitucional no Brasil. O impacto financeiro por ano é de cerca de R$ 20 bilhões.
Após a divulgação dos dados, o apresentador e radialista Leo Valente, do Blog do Valente, comentou o tema e criticou o que classificou como privilégios no Judiciário.
“Nós ouvimos uma juíza do trabalho, esse pessoal está tão, mas tão mal acostumado com privilégios de noel, que eles não tem noção do que é a vida normal. Você viu uma juíza que recebeu, que reclamou, ela disse o seguinte, juiz de primeiro grau, uma tal doutora Marcia, não tem carro oficial, é a queixa dela viu. Paga do próprio bolso de combustível. Olha que absurdo que ela estava se queixando. Não tem apartamento funcional. Não tem plano de saúde.”, disse.
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De acordo com o estudo, esse montante seria suficiente para custear por 17 anos a vacinação contra herpes-zóster na população de risco e vulnerável. O governo do presidente Lula (PT) não incluiu a vacina na lista das oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sob a justificativa de custo elevado.
A manifestação de juízes do trabalho ocorreu durante julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam pagamentos acima do teto constitucional no Judiciário. Na ocasião, magistrados afirmaram que arcam com despesas como combustível e manutenção de veículo.
A juíza aposentada Claudia Marcia de Carvalho Soares, diretora-executiva da Ajutra (Associação dos Juízes do Trabalho) e presidente da ABMT (Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho), declarou que magistrados de primeiro grau não dispõem de carro oficial, apartamento funcional, plano de saúde ou refeitório.
Segundo ela, as chamadas remunerações indiretas variam conforme o cargo e devem ser analisadas dentro da estrutura do Judiciário. A magistrada afirmou ainda que o salário máximo bruto, atualmente em cerca de R$ 46 mil, sofre descontos previdenciários e de imposto de renda, reduzindo o valor líquido recebido.
Leo Valente voltou a criticar os benefícios pagos acima do teto.
“Gente, vocês sabem quanto essa mulher ganhou em 2025? Até agora ela já recebeu, só esse ano, 128 mil reais. e queria ter esse direito, e ela reclamou do termo penduricalhos, que são esses benefícios que o pessoal ganha, essas gratificações, dia de folga por dia trabalhado, depois recebe em espécie para não receber, para não pagar imposto. Então, só para se ter uma ideia aqui, ela recebeu esse ano esse valor. Nós temos uma elite no judiciário muito, mas muito mal acostumada.”, afirmou.
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