
Uma reportagem especial da Veja publicada nesta domingo, 08, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, se acertaram sobre as eleições do ano que vem.
Ainda segundo a reportagem, o Pastor Silas Malafaia teria feito o intermédio entre os dois.
“Bolsonaro incorpora à sua campanha de reeleição toda a estrutura do DEM em cidades consideradas estratégicas à sua campanha de reeleição. Em troca, o ex-prefeito de Salvador obtém garantia de apoio do governo e consolida uma aliança de ativistas evangélicos para a disputa contra o PT na Bahia, que há década e meia detém a hegemonia eleitoral no governo estadual, nas bancadas legislativas e em 417 município”, diz o texto.
Segundo Casado, o acordo Bolsonaro-ACM Neto para 2022, na prática, formaliza uma situação existente: o DEM apóia o governo desde o início, mantém dois ministros (Tereza Cristina, na Agricultura, e Onyx Lorenzoni, no Trabalho) e integra o aglomerado parlamentar governista conhecido como Centrão.
O texto ainda afirma que ACM Neto busca com a aproximação, com Bolsonaro, a retomada do domínio eleitoral perdido com a morte de se avô Antônio Carlos Magalhães.
“Para ACM Neto, a prioridade é a reconquista do domínio eleitoral perdido na Bahia desde a morte do avô, Antônio Carlos Magalhães, em 2007. Deixou isso claro quando o deputado carioca Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, passou a confrontar Bolsonaro. Em seguida, ajudou o governo a alavancar a eleição de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Câmara, isolando Maia que pretendia eleger o sucessor. Expulsou-o do partido no mês passado, em rito sumário e sem ocultar traços de vingança pessoal”, escreveu Casado.
O DEM teria feito uma abertura do partido “ao ativismo neopentecostal que cresce na esteira do televangelismo da teologia da prosperidade”, segundo o colunista. A matéria publicada na Veja ainda afirma que:
“A anexação do DEM-Rio por Malafaia amplia as possibilidades de avanço dos pregadores da teologia da prosperidade nas eleições para o Congresso e assembleias legislativas, no próximo ano.
Eles competem por fiéis e por votos nas mesmas áreas de periferia urbana, mas convergem para Bolsonaro.
Alguns identificam nele a chance de defesa de uma agenda conservadora nos costumes, considerada essencial no embate permanente com o liberalismo católico e o laicismo estatal.
Outros, encontraram afinidade no radicalismo. É o caso de Malafaia. Ele tem viajado com Bolsonaro na campanha pela reeleição. Ontem fizeram um comício em Florianópolis.”
*As informações são do Blog JOSÉ CASADO da Veja.



