“Estou na UTI, mas não morri ainda”, diz Bolsonaro sobre eleições de 2026

Foto: Evaristo Sa/AFP

O presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta segunda-feira, 3, que considera injusto debater quem será o “sucessor do bolsonarismo” e herdeiro de seu espólio político para as eleições de 2026. A afirmação vem três dias após sua condenação a oito anos de inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro ressaltou que, uma vez que ainda cabe recurso para a decisão, ele ainda “não morreu” politicamente.

Durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan News, o ex-presidente destacou que não é justo alguém tentar dividir seu espólio político enquanto ele ainda está em uma situação delicada, comparando-se a um paciente na UTI.

“Não é justo [falar de substituto]. Estou na UTI, não morri ainda, não é justo alguém querer dividir o meu espólio. Não tem nome de conhecimento no país todo para fazer o que fiz nos 4 anos, nós ajudamos a surgir certas lideranças. (…) Bons nomes apareceram, mas ainda não tem esse carimbo”, afirmou o ex-chefe do Executivo.

Apesar da decisão do TSE ter efeito imediato, a defesa de Bolsonaro ainda pode entrar com recursos. Os advogados do ex-presidente já manifestaram que aguardam a publicação oficial da decisão para definir os próximos passos jurídicos, incluindo a apresentação de um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal.

A condenação de Bolsonaro pelo TSE trouxe repercussões políticas e jurídicas significativas, e o futuro político do ex-presidente ainda é incerto. A declaração de Bolsonaro ressalta sua determinação em continuar lutando contra a decisão da Corte Eleitoral e reforça sua posição de que ainda está ativo no cenário político. O desfecho dessa situação continua sendo aguardado, enquanto Bolsonaro busca reverter a decisão e manter-se como um ator relevante na política nacional.

“A defesa recebe com profundo respeito a decisão e vai aguardar a composição integral do julgado, já que foram lidos em sua maioria apenas votos parciais ou resumos de votos para identificar quais são as melhores estratégias daqui para a frente. Tem que aguardar o acórdão para identificar a melhor estratégia, inclusive, ir ou não ao Supremo”, disse o advogado Tarcísio Vieira, que representa Jair Bolsonaro na ação de inelegibilidade, movida pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT)