
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (Serin), Alexandre Padilha (PT), descartou nesta sexta-feira (14), qualquer sinalização do Palácio do Planalto em apoio ao projeto que equipara o aborto legal ao crime de homicídio, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados.
Em coletiva de imprensa, Padilha reforçou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manterá a promessa de campanha de não alterar a legislação vigente sobre o aborto no país. “Não contem com o governo para mudar a legislação de aborto no país, ainda mais para mudar para um projeto que estabelece que a mulher estuprada vai ter uma pena duas vezes maior do que o estuprador. Não contem com o governo para essa barbaridade”, afirmou o ministro.
Mais cedo, durante a assinatura da ordem de serviço do VLT do Subúrbio, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), também criticou a maneira como o debate tem sido conduzido. “Eu acho que esse debate não pode ser encaminhado para a polarização política ou para circunstâncias ideológicas ou religiosas. Eu acho que o debate não deve ser feito nessas circunstâncias, porque haveremos de perder milhares de vidas de jovens que devem ser salvas. Eu acho que o debate não está no bom caminho e, sinceramente, não é uma polarização com o governo”, afirmou.
O posicionamento dos ministros reitera a postura do governo federal de não interferir na legislação atual sobre o aborto, mantendo-se distante das controvérsias ideológicas e religiosas que cercam o tema.




