O vereador e presidente da Câmara de Vereadores em Santo Antônio de Jesus, Chico de Dega, fala sobre as atuais obras de infraestrutura e o endividamento que seus orçamentos podem causar ao município. Em entrevista, o presidente ressaltou trabalho da câmara no andamento dos projetos de obras realizadas na cidade.

Em sua fala, Chico pontuou que foi o trabalho da Câmara que garantiu o orçamento para as obras que atualmente acontecem no município, mas diz que se arrepende, pois este recurso trará endividamento para a cidade.
“Todos sabem que eu, na Câmara Municipal, consegui aprovar todos os projetos para o andamento da administração, inclusive eu, mesmo na oposição, sendo contra, aprovei um orçamento de mais de 300 milhões. 100% de todas as fontes, sem nenhuma emenda, sem nenhuma atrapalhação. Consegui aprovar, eu consegui. Fui à Justiça e lutei. E consegui. E hoje até me arrependo porque o juros está muito alto. Vai quebrar o município em 45 milhões, que são as obras que o prefeito está fazendo. Se não, não tinha uma obra em Santo Antônio. Foi a Câmara que conseguiu”, pontuou.
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No que se refere a reconstrução da Feira Livre, o presidente criticou que, o recurso que seria direcionado para a sua conclusão, foi usado em outros projetos. Chico pontua que já não há mais o valor inicial de 17 milhões e que, provavelmente, a obra será finalizada de forma parcial.
“E o empréstimo para a feira, que era para fazer a feira, agora eles estão desviando, botando em outro lugar. Há vereadores, até que votou contra isso, se aparecendo, dizendo aí que conseguiu essas obras. Eu entendo sim que a feira é orçada em 62 milhões, tomamos 45 naquele período e ia tomar mais empréstimo para concluir”.
“A gente percebe que 17 milhões já foram usados, já não tem mais dinheiro. O pessoal pode esquecer a feira, a parte da feira, talvez concluam que o pouco começou. Porque o que ainda resta, não sei se a Caixa vai liberar este recurso”, explicou.
Ainda em entrevista, Chico citou a importância da Câmara de Vereadores para que atualmente as obras estejam acontecendo na cidade e destaca que “falar da Câmara é cuspir no prato que comeu”.
“Se a Câmara não garante, se a Câmara não trabalha, não luta pra ter, e a Câmara conseguiu as emendas parlamentares, principalmente os quase 18 milhões, Santo Jesus não tinha uma obra”, criticou.
“Falar da Câmara é falar, é cuspir no que se comeu, que se alimentou. Porque se não é a Câmara, o prefeito não tinha sequer uma obra nessa cidade”.
No que se refere a aprovação do convênio de R$37 milhões, que seriam consignados em 13 anos, o presidente questiona sobre o que há por trás da necessidade de aprovação já no final da atual gestão.
“O prefeito encerra o mandato agora. Por que essa opção? Vamos discutir com os próprios que vão ser eleitos logo em janeiro, fevereiro, se é viável esse projeto. O que é que tem por trás disso? Afirmar um convênio agora, não convém agora para as a próxima gestão, não é nem pra gestão da agora, eu acho”, disse.




