Hugo Motta envia pedidos de afastamento de 14 deputados da oposição à Corregedoria da Câmara

Pedidos de afastamento por até seis meses envolvem parlamentares do PL, PP e Novo; caso será analisado pela Corregedoria e Conselho de Ética.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 parlamentares da oposição que participaram do motim ocorrido no Congresso Nacional nos dias 5 e 6 de agosto. As solicitações ainda precisam ser avaliadas pelo Conselho de Ética.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A maioria dos citados integra o Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do Progressistas (PP) e do Novo. Eles são acusados de ocupar a Mesa Diretora da Câmara, impedindo a retomada dos trabalhos legislativos. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora após reunião realizada na tarde de sexta-feira (8).

Em nota, a Secretaria-Geral da Mesa informou que as denúncias foram encaminhadas para análise imediata. Após avaliação da Corregedoria, incluindo a checagem das imagens, os processos retornarão à Mesa Diretora e, posteriormente, seguirão para o Conselho de Ética.

Acusações contra os parlamentares
Entre os citados, Pollon é acusado de impedir a retomada dos trabalhos e de ofender o presidente da Casa dias antes. Em sua defesa, alegou, nas redes sociais, ser autista e ter se sentado na cadeira da presidência apenas para pedir conselhos a outro deputado.

Zé Trovão, segundo parlamentares do PT, PSB e PSOL, teria tentado impedir fisicamente o retorno de Motta à Mesa Diretora. Ele nega ter incentivado a violência e afirma que buscou evitar a retirada forçada de colegas.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) é acusada de usar a filha de quatro meses como “escudo” durante a ocupação, expondo a bebê a ambiente de tensão. Já Gilson Marques Bilynskyj teria ocupado a Mesa Diretora e a Comissão de Direitos Humanos, impedindo o trabalho do presidente da comissão, além de agredir o jornalista Guga Noblat.

Van Hattem (Novo-RS) é acusado de “sequestrar” a cadeira da presidência. Em resposta, publicou trechos do Hino Nacional e disse que uma eventual suspensão seria um “golpe”.

A deputada Camila Jara (PT-MS), inicialmente acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), não foi incluída na lista.