
A deputada federal Ivoneide Caetano (PT-BA) afirmou que Cristiele Santos, mulher que provocou o governador Jerônimo Rodrigues durante o cortejo do 2 de Julho ao dizer “seu sorriso vai acabar”, não é militante do PT. Segundo a parlamentar, Cristiele foi candidata a vereadora pelo Democratas, partido que deu origem ao União Brasil, e tem atuação política ligada ao grupo de oposição em Camaçari.
De acordo com Ivoneide, Cristiele não participou do desfile como uma cidadã sem ligação partidária. A deputada afirmou que ela possui histórico político conhecido, com filiação partidária, candidatura registrada e vínculos públicos com adversários do governo estadual.
Ainda segundo a parlamentar, Cristiele é ligada ao ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo, do União Brasil, pré-candidato a deputado estadual e aliado político de ACM Neto. Para Ivoneide, esse histórico contraria a versão de que a abordagem ao governador foi uma manifestação espontânea, sem motivação política.
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“Não foi uma cidadã comum. Foi uma pessoa com lado, com partido, com atuação política e com ligação conhecida com a oposição. Ela abordou o governador, criou a provocação e depois tentaram vender a cena como se Jerônimo tivesse agredido alguém. Isso é método de quem não faz debate político limpo”, afirmou Ivoneide.
A deputada também negou que Cristiele tenha qualquer vínculo com o PT. Segundo ela, essa informação não é verdadeira e já foi desmentida pelo diretório estadual do partido. Ivoneide afirmou ainda que o registro oficial do Tribunal Superior Eleitoral mostra que Cristiele era filiada ao Democratas, legenda que posteriormente passou a integrar o União Brasil.
“Não adianta tentar jogar isso no colo do PT. O vínculo político dela é com o campo de ACM Neto, de Elinaldo e do União Brasil”, disse.
Para Ivoneide, o episódio deve ser entendido como uma ação política da oposição durante o 2 de Julho. A parlamentar afirmou que grupos ligados à direita tentaram criar um constrangimento ao governador durante o cortejo e, posteriormente, utilizar o episódio para fortalecer uma narrativa nas redes sociais.
“Eles provocam, editam, recortam e depois posam de vítima. A Bahia viu o que aconteceu. Foi provocação política, não manifestação espontânea”, completou.


