
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) afirmando que não colocou em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro nem das urnas eletrônicas. O posicionamento foi publicado após a repercussão de uma declaração feita durante encontro com embaixadores estrangeiros.
Na ocasião, o parlamentar mencionou uma suposta ligação entre as urnas utilizadas no Brasil e a empresa Smartmatic, citando as eleições realizadas na Venezuela em 2010. Ao abordar o episódio que resultou na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou:
“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010 […] só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana.”
A declaração foi feita durante evento promovido pelo site The Brazilian Report em parceria com a agência Novo Selo Comunicação, realizado na terça-feira (21).
Após a repercussão da fala, o senador afirmou, por meio de nota, que sua intenção não foi questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Entretanto, a informação mencionada por Flávio Bolsonaro já havia sido desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em esclarecimento divulgado em 2020, a Corte informou que é falsa a afirmação de que a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados nas eleições brasileiras.
Segundo o TSE, “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”.


