Cerca de 90% dos municípios brasileiros têm energia solar

Estudo realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que o Brasil já conta com 389 mil sistemas distribuídos para geração de energia solar, com crescimento anual de 150% no número de equipamentos, e cobertura efetiva em 90% dos municípios brasileiros. Dos sistemas instalados, aqueles em residências representam 72,3% do total, seguido pelas áreas comercial, com 17,7%; rural, com 6,9%, e industrial, 2,65%.

O sistema de energia solar torna-se uma opção para empresas e cidadãos, especialmente no momento de pandemia pelo qual o país e o mundo passam. Em meio a este cenário de crise econômica e diminuição de renda, a população brasileira começa a encontrar na energia solar uma alternativa efetiva para a redução de custos e acesso à energia limpa.

Já a iluminação pública, poder público e serviço público representam 0,42% dos sistemas fotovoltaicos. Mesmo em meio à pandemia, os números de 2020 (121 mil) já ultrapassam o total de instalações feitas em 2019 (120.914). A implantação desse sistema permite aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passam a comprar menos energia das concessionárias e gerar crédito da energia gerada e não consumida.

Ainda dentro cenário positivo, a facilidade de acesso a este tipo de energia pode aumentar, uma vez que tramita no Senado Federal o PL 5.239/2020, que prevê linhas de crédito com juros baixos para que famílias menos favorecidas comprem equipamentos de energia solar, o que faz com que consumidores e empresários fiquem atentos aos requisitos de qualidade desses aparelhos.

De acordo com Walter Laudisio, conselheiro da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), a etiquetagem compulsória, que é o sistema de avaliação da conformidade utilizado nos equipamentos de energia solar, é um processo que não envolve certificadoras. “A empresa brasileira (obrigatoriamente com CNPJ) faz os ensaios, que são definidos nas Portarias do Inmetro nº 04 de 2011 e 357 de 2014, em laboratórios acreditados/homologados e de posse dos relatórios faz a documentação legal e técnica e solicita o registro diretamente ao Inmetro”, explicou.

Em maio deste ano, a energia solar passou a responder por 1,6% da matriz
energética brasileira, o que significa que 2,87 GW de potência instalada no país provêm de uma fonte de energia limpa, renovável e sustentável. A previsão é que o Brasil feche 2020 com 174 mil sistemas fotovoltaicos on-grid (0,21% das unidades consumidoras). E até 2024, especialistas estimam que o país terá mais de 880 mil sistemas de energia solar conectados à rede distribuidora de energia.
No último ano, o mercado de energia solar fotovoltaica brasileiro bateu recorde com dados de crescimento (212%), ultrapassando os 2,4 GW instalados. De acordo com a Aneel, em 2019, mais de 110 mil sistemas fotovoltaicos de microgeração (ate 75 kW) ou de minigeração (entre 75 kW e 5 MW) de energia foram instalados no país, com um investimento de R$ 4,8 bilhões.

O Brasil é um dos países que mais recebe irradiação solar, o que faz com que tenha alto potencial de desempenho dos sistemas fotovoltaicos. Mas o clima é apenas um dos aspectos que contribuem para o crescimento da energia solar fotovoltaica no país. Os incentivos fiscais governamentais e a oferta de novas linhas de financiamento para a aquisição de painéis solares e geradores.

Além desses fatores, a crise hídrica que dura há alguns anos, faz com que a tarifa de energia elétrica sofra alterações em meses de estiagem, os hábitos de consumo também estão sendo influenciados, fazendo com que as pessoas passem a procurar uma alternativa para fugir das altas tarifas.

Fonte: Portal Solar