Curso de Serviço Social da Facemp realizou mini curso sobre saúde da mulher negra e seus determinantes gêneros, raça/etnia e classe social; fotos

5185f802-c61b-4ab4-b54d-38aa37ade3e9
eaaca5fe-cf0a-40c9-bf9e-b1e875aeabeb

Na Semana Acadêmica, o Curso de Serviço Social da Facemp realizou mini curso sobre saúde da mulher negra e seus determinantes gêneros, raça/etnia e classe social ministrado pela assistente social, professora Chirlene Oliveira de Jesus Pereira.

A saúde da mulher negra e seus determinantes oriundos do gênero, raça/etnia e classe social é marcada por fortes desigualdades que influenciam diretamente no estado de saúde dessas mulheres. A mulher negra ainda nos dias de hoje é discriminada nos serviços de saúde, quando na procura dos serviços e no atendimento de suas demandas. Dados de pesquisas confirmam que mulheres negras são as maiores vítimas de mortalidade materna e de câncer, principalmente o câncer de útero, assim como, acessam menos serviços de saúde se comparada às mulheres brancas. As mulheres negras estão morrendo pelo não acesso aos serviços de saúde de qualidade e pelas práticas recorrentes do racismo institucional dentro das instituições de saúde.

O racismo institucional é um problema que deve ser tratado como caso de saúde pública, por que todos os dias ele têm deixando vítimas com sequelas e com casos fatais.  Isto demonstra que as mulheres negras estão em maior vulnerabilidade, constatados tanto nos casos de adoecimento e de morte.  Neste sentido, é preciso capacitar, sensibilizar e orientar os profissionais de saúde para atender as demandas das mulheres negras que são gritantes e de extrema urgência.

Assim, O minicurso “Saúde da mulher negra e seus determinantes: gênero, raça/etnia e classe social” teve o objetivo justamente de compreender como as desigualdades de gênero, raça/etnia e classe social serviços de saúde influenciam no estado de saúde das mulheres negras, e nessa relação pontuando como racismo institucional é fator determinante para o atendimento não humanizado e precarizado as mulheres negras quando na procura dos serviços de saúde. Desta forma, o minicurso proporcionou as (os) participantes a compreensão de que mulheres negras acessam e utilizam menos serviços de saúde decorrente das desigualdades de gênero, raça/etnia e classe social. É fundamental que esta discussão ocorra em outros espaços, já que se faz urgente e necessária.