
Os repórteres Mário Freitas e Junão, da rádio Andaiá FM, recentemente visitaram um local conhecido como “Casa do Amor” ou “Tapete Vermelho” na feira livre de Santo Antônio de Jesus. Nesse local, que já existe há 13 anos, mulheres exercem a profissão de garotas de programa, considerada por muitos como a mais antiga profissão do mundo.
Durante a visita, Mário Freitas conduziu uma entrevista especial com Ilza, a empresária e dona do estabelecimento. Durante a conversa, foram abordados diversos aspectos relacionados à prostituição, sua legalidade no Brasil, a discriminação enfrentada pelas profissionais do sexo e a dinâmica de funcionamento do local.
Ilza destacou que a prostituição é uma ocupação profissional reconhecida pelo Ministério do Trabalho desde 2002, sem restrições legais quando praticada por adultos. No entanto, ela ressaltou a grande discriminação enfrentada pelas garotas de programa e a forma como são estigmatizadas pela sociedade.
Quanto ao estabelecimento em si, Ilza revelou que atualmente conta com 4 garotas trabalhando no Tapete Vermelho. Elas residem e exercem suas atividades no mesmo local, dividindo os quartos disponíveis na pequena casa. Ilza salientou que cada garota é responsável pelo seu quarto e que o atendimento aos clientes ocorre nesses espaços.
“Como a casa é pequena, então são três quartos. Fica tipo duas de cada quarto, dependendo da quantidade de garota que tiver e elas trabalham no mesmo quarto. Elas cuidam do quarto e elas trabalham no mesmo quarto que elas mora”, contou.
A questão da prevenção e uso de preservativos foi abordada na entrevista. Ilza afirmou que a iniciativa de se proteger cabe às próprias profissionais, pois sua segurança e saúde são prioridades. Ela destacou a importância do uso de preservativos em todas as relações sexuais.
“Em termo de prevenção primeiro já vem delas né? Porque é a segurança dela é a saúde dela. Então todas têm que usar preservativo com certeza. Todas elas com preservativo. Importante isso, né?”, explicou.
Durante a entrevista, Ilza também falou sobre o público frequentador do local. Ela mencionou que a maioria dos clientes é composta por homens mais velhos, na faixa dos 40 a 50 anos. Embora haja também jovens frequentando, eles são uma minoria.
Sobre o preço dos programas, Ilza revelou que o valor cobrado é de R$120 dentro do estabelecimento, incluindo o quarto. Caso o programa seja realizado fora do local, o valor é um pouco mais alto. Ela também mencionou que é o cliente quem paga diretamente às garotas pelos serviços prestados.
Ilza abordou a questão da concorrência das garotas de programa presentes em redes sociais e sites de relacionamento. Ela reconheceu que esses meios de divulgação podem afetar o movimento do estabelecimento, mas não chega a ser uma preocupação significativa para ela. “Depois destes sites atrapalha um pouco, mas não chega a preocupar não”.
Ao final da entrevista, Ilza enfatizou que as garotas de programa que trabalham no Tapete Vermelho são vistas como qualquer outra pessoa na rua, sem que seja evidente sua ocupação. Ela destacou a importância de respeitar a privacidade e a individualidade de cada uma.
A visita à Casa do Amor trouxe à tona uma realidade muitas vezes estigmatizada pela sociedade. A entrevista com Ilza, a dona do estabelecimento, revelou informações sobre o funcionamento e a dinâmica desse local específico. Embora as questões em torno da prostituição sejam complexas e envolvam diferentes perspectivas, a reportagem buscou apresentar um olhar mais amplo sobre esse aspecto da vida social.




