Candidato a vereador em Santo Antônio de Jesus, Josiel Barreto, destaca propostas voltadas para acessibilidade e educação inclusiva

Barreto trabalha há 24 anos em prol das pessoas com deficiência 

Josiel Barreto (PSD), candidato a vereador em Santo Antônio de Jesus, participou de uma entrevista com o radialista Léo Valente nesta segunda-feira (30), onde discutiu suas propostas e a motivação por trás de sua candidatura.

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Barreto, fundador da Associação Santo-antoniense de Deficientes Visuais, enfatizou seu trabalho de 24 anos em prol das pessoas com deficiência e sua luta contínua pela inclusão.

“A gente fundou a Associação Santo-antoniense de Deficientes Visuais. Há 24 anos a gente vem trabalhando em prol das pessoas com deficiência, no início pelas pessoas com deficiência visual, mas hoje a gente tem várias pessoas com deficiência né e todas as deficiência e eu devo muito ao Lion, que me apoiou incondicionalmente”, disse Josiel, relembrando dos apoios que recebeu para a fundação da Associação.

Durante a conversa, ele abordou a falta de acessibilidade na cidade, ressaltando que Santo Antônio de Jesus, como muitas outras cidades, não foi estruturada para atender pessoas com deficiência.

“Santo Antônio de Jesus é uma cidade que como a maioria, não foi preparada para receber as pessoas com deficiência. Por mais que as pessoas sejam boas, têm aquela questão de querer ajudar, falta a prioridade do poder público, que precisa dar prioridade para acessibilidade, inclusão… Quando eu falo da prioridade, é o que? Construir e ouvir também as pessoas com deficiência”, disse.

Barreto também explicou que sua decisão de se candidatar foi motivada pela necessidade de amplificar as vozes das pessoas com deficiência no cenário político.

“Hoje estou como candidato a vereador em Santo Antônio de Jesus porque eu não sou um político, eu sou um militante. Eu tive que entrar na política para tentar ser ouvido, para que o poder público, poder executivo ouça. Tem uma voz aqui, nós precisamos ser ouvidos, nós existimos, são milhares de pessoas com deficiência, que tem as suas especificidade, é deficiência física, auditiva, visual, intelectual e que infelizmente não somos ouvidos e nós não temos uma voz na Câmara que levante isso com prioridade. É por isso que eu tive que deixar a militância e me tornar um político, para buscar no meio ser ouvido e levar a voz daquelas pessoas que não tem voz no nosso município”, garantiu.

Entre suas principais propostas, o candidato destacou a importância de regulamentar a profissão de cuidador no município e melhorar a educação inclusiva, afirmando que essas ações beneficiarão todo o sistema educacional.

“Nós vamos procurar regulamentar a profissão de cuidador, aqui no município nós não temos ainda regulamentação, então se contrata a pessoa, bota lá como cuidador sem um preparo. Vamos discutir também como podemos melhorar as condições de trabalho dessas pessoas, quando a gente trata da questão da educação inclusiva nós tratamos de toda a educação como um todo, se nós melhorarmos a educação inclusiva vamos melhorar a educação como um todo”, disse.