O espaço “Bem Querer”, recentemente inaugurado em Santo Antônio de Jesus para atender crianças com necessidades especiais, está sendo alvo de críticas por mães que enfrentam dificuldades no acesso a serviços prometidos pela gestão. Segundo relatos, a unidade, idealizada para oferecer suporte profissional integral, sofre com a falta de especialistas e a sobrecarga dos poucos profissionais remanescentes.

As mães destacaram o desligamento de terapeutas fundamentais, como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos, deixando muitas crianças sem atendimento. Além disso, a previsão de recontratação para janeiro de 2025 é motivo de preocupação para as famílias, que denunciam a demora como uma falha grave.
- Festival Regional de Quadrilhas Juninas do Recôncavo movimenta Santo Antônio de Jesus neste domingo
- Comércio de Santo Antônio de Jesus funcionará das 8h às 14h no Corpus Christi; acordo prevê duas folgas para trabalhadores
- Liminar determina que supermercados de Santo Antônio de Jesus funcionem apenas até as 14h nesta quinta-feira
“Como é que vão ficar essas crianças sem atendimento, precisando de um psicólogo, de um neuro, de fazer suas terapias?”, questionou uma das mães. Outra destacou a importância das terapias no desenvolvimento de autonomia das crianças: “Nossos filhos precisam dessas terapias para que no futuro elas possam ter autonomia quando sejam adultas.”
A indignação se intensifica pela percepção de que a estrutura foi inaugurada sem cumprir as promessas divulgadas. “Minha indignação é que você coloca uma coisa lá e bota que tem a especialidade para maquiar. Vai dizer que tem, mas não tem”, relatou outra mãe.
Ao Blog do Valente, a secretária de saúde Ariana Castro esclareceu que a demanda é grande e crescente frente aos profissionais disponíveis e que em 2025, a pasta buscará ampliar a quantidade de profissionais para atendimento no espaço especializado.
“Temos 13 profissionais no espaço, é uma equipe multi. A fisio se afastará de licença maternidade. Infelizmente a demanda é enorme e é crescente. A fono que foi desligada foi a do Capsij. Teremos um processo seletivo no próximo ano para contratação de profissionais, visto que inclusive é uma pauta acompanhada pela defensoria pública e o município tem um TAC assinado”, disse.
“Entendo a angústia das mães e esse foi um dos motivos que mudamos o atendimento que antes acontecia no Capsij para um espaço que as acolhessem com mais empatia, temos neuropediatra, psiquiatra infantil, psicóloga, fonoaudiologia, assistente social, psicopedagoga, neuropsicologia, nutrição e para o próximo ano estamos buscando ainda mais a ampliação dos profissionais que atendem no Bem Quere”, expressou.



