“A conta ainda não fecha”, diz administrador da Amo Animais em Santo Antônio de Jesus sobre aumento da subvenção

Segundo João Matos, déficit mensal da ONG gira entre R$ 7 mil e R$ 8 mil; prestação de contas foi apresentada na Câmara de Vereadores.

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O administrador da Amo Animais, João Matos, participou nesta segunda-feira (18) de uma sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus para apresentar a prestação de contas da ONG. Em entrevista à Rádio Andaiá FM, ele afirmou que, mesmo após o aumento da subvenção municipal, os recursos continuam insuficientes para atender à demanda. Segundo Matos, o déficit mensal da instituição varia entre R$ 7 mil e R$ 8 mil, valor que precisa ser equilibrado com doações e gestão financeira.

“Aqui hoje nós viemos fazer uma coisa diferente, até por respeito à Câmara que votou recentemente um aumento da subvenção, e à população. O que é? A prestação de contas. Porque a gente tem que lidar com dinheiro público e também dinheiro de doações. Eu acho que nada mais do que justo a gente vir prestar conta e mostrar que realmente a subvenção está muito aquém do necessário. E trazer uma realidade, que é, a gente tem um dinheiro que já é pouco e é racionado. Ou seja, infelizmente, a gente tem que determinar se um cachorro vai comer de manhã ou à tarde. Ou eu tenho que diminuir a ração para dar para todos comerem. Então é uma situação que a prefeitura tem que entender, os vereadores têm que entender e a população também, porque hoje a gente está com um déficit de 7 a 8 mil por mês”, disse.

De acordo com o administrador, além do valor abaixo das necessidades, os repasses não são feitos regularmente.

“A ONG não pode ter, em hipótese alguma, nenhuma mancha dentro da sua documentação. Senão a gente não consegue nem receber essa subvenção, que também é outra coisa que muitos pensam que a gente recebe mensalmente certinho. Não, a gente carece também de uma certa amorosidade da Prefeitura, assinaturas, ou seja, a cada dois, três meses eu recebo uma mensalidade, ou seja, uma subvenção. […] Infelizmente, hoje a gente recebe um mês sim, um mês não, acumula dois meses. Então, isso afeta toda a gestão também financeira da ONG”, afirmou.

Durante a sessão, João Matos apresentou números que, segundo ele, são “justificáveis e auditáveis”.

“O primeiro número é o gasto efetivo da ONG. Nós temos em média R$ 27 mil e recebemos R$ 20 mil. Aí o outro que nós trouxemos é o quanto que a ONG deveria receber, tanto o público com apoio privado, mas que esse valor seria um valor que daria com dignidade para dar a alimentação correta para os cachorros, a medicação correta e toda a estrutura necessária. Aí a gente estaria falando em termos de R$ 39 mil, ou seja, o dobro. Então, de R$ 20 mil para R$ 40 mil, esse seria o ideal. E trouxe outro número, que esse é o mais alarmante. Se a prefeitura fosse cumprir com a sua parte legal, que é o Centro de Zoonoses de Médio Porte, a estrutura que até a Funasa orienta, ela daria um gasto para a prefeitura de R$ 860 mil por ano. Então nós estamos dizendo que a prefeitura hoje, ao invés de gastar os R$ 860 mil por ano, ela gasta R$ 240 mil a muito custo, como se fosse esmola”, declarou.